Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Herói ao defender dois pênaltis na final, Cássio é mais uma vez frio e decisivo

Goleiro volta a ser decisivo em conquista do Corinthians sobre o Palmeiras

Ciro Campos, Daniel Batista e Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2018 | 20h26

Em seus quase 108 anos de existência, o Corinthians teve grandes goleiros. Gylmar, Cabeção, Dida e Ronaldo foram alguns que honraram a camisa 1. Desde 2012, a escalação do time de Parque São Jorge tem um titular: Cássio. Neste domingo, no estádio Allianz Parque, campo do Palmeiras, maior rival corintiano, Cássio, que usa o número 12 na camiseta, foi mais uma vez decisivo. Defendeu dois pênaltis e levantou a taça como capitão da equipe, que alcançou o seu 29.º título estadual, o segundo consecutivo.

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"Infelizmente, não tivemos um bom resultado na nossa arena, mas tivemos a cabeça no lugar. Nosso time nunca pensou que não poderia ganhar o título aqui. Todas as pessoas no clube, desde as pessoas que limpam o CT, do roupeiro aos diretores, todos nos apoiaram bastante durante a semana. Fomos criticados, não nos revoltamos, abaixamos a cabeça e somos merecedores deste título", disse o goleiro, que fez questão de agradecer o apoio da torcida, que neste domingo não esteve presente no campo palmeirense, por causa da determinação do Ministério Público de ter torcida única.

"Quero agradecer a Fiel. A festa de sexta-feira foi de arrepiar. Eu tenho sete anos de Corinthians, mas nossa torcida consegue fazer coisas que nos surpreendem sempre" afirmou, referindo-se ao treino de aberto da última sexta-feira à noite na Arena Corinthians, com quase 40 mil torcedores presentes.

Cássio revelou que as defesas nos chutes de Dudu e Lucas Lima na disputa de pênaltis deste domingo foram estudadas. "Foi mais estudo que feeling (sentimento em inglês). Mas a defesa na primeira cobrança é sempre muito importante. Ajuda na confiança do time. Todos estão de parabéns, pois bateram com perfeição", disse, não lembrando do pênalti perdido por Fagner.

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Jadson elogiou o companheiro. "Contra o São Paulo, na semifinal, ele já tinha defendido dois pênaltis (Diego Souza e Liziero). Sempre temos muita confiança nele quando a disputa vai para as penalidades".

Cássio, que levantou a taça de campeão como capitão pela terceira vez - as outras foram no ano passado, Paulistão e Campeonato Brasileiro -, destacou a união do grupo, tanto dos jogadores como da diretoria. "Este foi o título mais difícil. É preciso destacar o trabalho feito pelo Fábio (Carille). Foi formado um grupo que gosta de estar junto, que gosta de treinar, se aperfeiçoar. Não tem ninguém de cara feia porque fica fora de um jogo. Todos sabemos que tem muito jogo. Quando precisa o cara entra e resolve. São Paulo foi mais desgastante, pois hoje (domingo) o gol saiu no começo".

As grandes apresentações diante de São Paulo e Palmeiras podem ajudar o goleiro do Corinthians a conseguir uma vaga na lista de Tite, no dia 14 de maio, para a disputa da Copa do Mundo da Rússia. "O momento é de festejar. Cada título tem o seu sabor especial, mas a gente sabe que amanhã a cobrança já vai ser enorme de novo. No futebol é assim. Quando se joga em um time grande é assim. O Brasileiro começa semana que vem e temos de buscar novos desafios", afirmou Cássio, que foi o goleiro do atual técnico da seleção quando ele esteve no Parque São Jorge e conquistou os principais títulos da história do clube.

Com Alisson e Ederson garantidos na Copa do Mundo, Cássio aparentemente briga com Neto, do Valencia, pela terceira vaga de goleiro na seleção.

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