Robert Ghement/EFE
Robert Ghement/EFE

Herói contra o Uruguai, Julio Cesar leva prêmio de melhor do jogo

Goleiro pegou o pênalti cobrado por Forlán e ajudou a seleção brasileira com defesas importantes

AE, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 18h37

BELO HORIZONTE - Com um gol em cada um dos jogos da seleção brasileira na primeira fase, Neymar já colecionava três prêmios de melhor da partida na Copa das Confederações. Nesta quarta-feira, a hegemonia do atacante chegou ao fim graças à atuação decisiva de Julio Cesar. O goleiro pegou um pênalti do uruguaio Forlán aos 14 minutos do primeiro tempo, manteve o placar em 0 a 0, e deu tranquilidade para que o Brasil construísse a vitória por 2 a 1 no Maracanã.

"A defesa foi importante para mim e para a seleção brasileira. Foi como se eu tivesse marcado um gol no Mineirão, porque o jogo estava empatado, nervodo, difícil", comemorou o atual camisa 1 da equipe de Felipão.

Na saída do gramado, já sabendo que havia sido escolhido como melhor da partida, Julio Cesar não se continha em alegria. "Estou feliz, estou feliz. O Neymar tinha ganho os três primeiros. Estou muito feliz", disse ele, em entrevista à transmissão oficial.

Questionado se havia estudado a forma com que Forlán costuma cobrar pênaltis, Julio Cesar preferiu não revelar seu segredo. "Joguei com ele na Inter de Milão. Na hora do pênalti, tem uma série de coisas que a gente pensa, mas não gosto muito de falar porque é uma particularidade minha. Mas acho que foi uma excelente defesa."

Julio Cesar lembrou que, seis anos atrás, já havia se destacado em um outro clássico. "Brasil x Uruguai é sempre emocionante. Lembro do jogo das Eliminatórias para a Copa de 2010, no Morumbi. Entrei com três pesos nas costas. A torcida de São Paulo tem muito carinho pelo Rogério Ceni, e mesmo assim eu fiz uma ótima partida", recordou ele.

O goleiro também comentou sobre o momento de emoção antes do pontapé inicial. "O público mineiro foi maravilhoso. Na hora do Hino (Nacional) foi emocionante. Parabéns para todo mundo", comentou, fazendo referência ao fato de a torcida, mais uma vez, ter continuado a cantar o hino mesmo após o fim da música nas caixas de som do Mineirão.

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