Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Herói da vaga olímpica, Matheus Cunha vive fase decisiva na carreira

Artilheiro da seleção sub-23 foi uma das contratações Hertha Berlim na última janela de transferências

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 11h00

Os holofotes apontavam para outros jogadores, como Pedrinho, Antony e Reinier, mas quem acabou brilhando na campanha do Pré-Olímpico que garantiu à seleção brasileira sub-23 vaga nos Jogos de Tóquio foi Matheus Cunha, artilheiro do torneio com cinco gols. O atacante de 20 anos do Hertha Berlim marcou contra Uruguai, Bolívia e Colômbia e balançou as redes duas vezes na decisiva partida diante da Argentina, no último domingo.

Paraibano de João Pessoa, Matheus Cunha começou no futsal e logo se mudou para o Recife, onde defendeu o CT Barão. No Coritiba, defendeu o time sub-15 do clube paranaense e foi para a Europa em 2017 jogar no Sion, da Suíça. Em três anos, passou por três clubes. No Sion, marcou dez gols e deu oito assistências em 32 jogos. Em 2018, foi para o Red Bull Leipzig, da Alemanha. Lá, disputou 52 jogos e chegou a ser indicado ao Prêmio Puskas, dado pela Fifa ao autor do gol mais bonito da temporada, em 2019. Em uma partida contra o Bayer Leverkusen, ele girou em cima do marcador e bateu de cobertura para sacramentar a vitória por 4 a 2.

O garoto, no entanto, perdeu espaço no Leipzig. Se havia atuado em 25 jogos do Campeonato Alemão na temporada passada, esse número caiu para apenas dez partidas na atual, a maioria saindo do banco. Mesmo assim, no último dia 31 de janeiro, no fechamento da janela de transferências, Matheus Cunha foi comprado pelo Hertha Berlim por 18 milhões de euros (R$ 84,9 milhões). Ele faz parte do processo de renovação da equipe que mescla jovens promessas com atletas experientes.

Com o passaporte carimbado para os Jogos de Tóquio, o desafio de Matheus Cunha agora é se firmar no novo clube. Se conseguir, o próximo passo será convencer Tite de que tem talento e capacidade para chegar à seleção principal. Na segunda-feira, o técnico Rogério Micale, que comandou a seleção brasileira na conquista da inédita medalha de ouro nas Olimpíadas apontou que a atual geração da seleção sub-23, que conta com Matheus como um dos destaques, é tão talentosa quanto aquela que ele comandou em 2016, no Rio. 

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