Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Herói da vitória, Cícero celebra volta por cima no Grêmio e elogia Renato

Meia, que passou parte do ano encostado no São Paulo, foi contratado pelo time gaúcho até o fim da atual temporada

Estadão Conteúdo

23 Novembro 2017 | 19h46

De encostado no São Paulo a herói da vitória do Grêmio na primeira partida da decisão da Libertadores, Cícero precisou arriscar. Deixou o time paulista sabendo que poderia sequer jogar pelo clube gaúcho, uma vez que não poderia atuar no Brasileirão. Mesmo sob desconfiança, mostrou estrela para marcar o único gol do triunfo por 1 a 0 sobre o Lanús, na quarta-feira, e viver um dos pontos mais altos de sua carreira.

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"Não é fácil vir com contrato de risco, podendo jogar dois, quatro ou seis jogos. Vim muito focado mesmo. Tive alguns problemas familiares", lembrou o meia nesta quinta-feira. "Acabou acontecendo, e não vou mentir que é uma felicidade muito grande ter participado da semi e da final. O risco foi calculado certo. Agora, esperamos ir para o Mundial."

Aos 33 anos, Cícero assinou contrato somente até o fim do ano com o Grêmio e vinha de um longo período sem atuar. Agora, pode se sagrar campeão da Libertadores na quarta que vem, na Argentina. "Espero que estes 90 minutos sejam não só os melhores da minha vida, mas da vida de todos. Para nos consagrarmos campeões, temos que ter os pés no chão. Sabemos que será muito difícil", considerou.

O gol heroico marcado na quarta também serviu para premiar o técnico Renato Gaúcho. Afinal, foi ele quem apostou nas contratações de Cícero e Jael, autor da assistência, e que os colocou em campo ao longo do segundo tempo da partida. "Sempre fui um cara muito focado. E com o dedo do Renato, a gente pôde dar um passo importante para o título."

Esta, aliás, é a segunda chance de Renato e Cícero na busca por um título da Libertadores juntos, e o meia espera que tenha desfecho diferente de 2008, quando ficaram com o vice pelo Fluminense após uma traumática derrota nos pênaltis para a LDU no Maracanã.

"Quando eu cheguei aqui, sentamos para conversar eu e o Renato. Falei para ele: 'Cheguei para terminar o que deixamos lá atrás'. E naquele momento, todos sabiam que o título estava nas mãos do Fluminense. Acabou que foi para os pênaltis. Hoje, faz quase 10 anos e podemos reeditar este momento. Tenho algum elo, alguma coisa de positiva com o Renato", afirmou.

Cícero, Jael e Everton foram os únicos que participaram da decisão de quarta a irem ao gramado no treino desta quinta-feira. O Grêmio se reapresentou no CT Luiz Carvalho e os reservas fizeram um trabalho em campo reduzido, enquanto os titulares ficaram na academia. Renato levará uma escalação alternativa para encarar o Atlético-GO domingo, na Arena, pelo Brasileirão.

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