Bruno Cantini/Divulgação
Bruno Cantini/Divulgação

Herói de classificação, Edcarlos celebra boa fase no Atlético-MG

Zagueiro chegou ao clube em fevereiro e após período em baixa, ganha espaço no elenco com a lesão da dupla titular da defesa

Estadão Conteúdo

17 de outubro de 2014 | 15h53

Contratado em fevereiro, Edcarlos enfrentou desconfiança da torcida do Atlético-MG no início de sua passagem. Chegou a ficar encostado, sem oportunidades de atuar, enfrentou um momento difícil, mas passados oito meses a situação agora é bem diferente. Com as lesões de Réver e Leonardo Silva e a saída de Otamendi, o jogador virou titular e capitão da equipe. Na quarta, alcançou o ápice de sua trajetória no clube até o momento ao ser o herói da classificação às semifinais da Copa do Brasil.

"Foi uma noite de muita felicidade não só para mim, mas para o grupo e os torcedores. Quando cheguei, disse que seria aos poucos que conseguiria mostrar o meu trabalho e, com tranquilidade, venho procurando fazer isso. Estou muito feliz por as coisas estarem acontecendo de uma forma positiva", declarou.

Depois de perder por 2 a 0 para o Corinthians na partida de ida e sair atrás na volta, o Atlético-MG vencia por 3 a 1 e precisava de mais um gol para se classificar. Aos 41 minutos do segundo tempo, Edcarlos foi para a área em uma cobrança de escanteio e, meio sem jeito, marcou o gol que garantiu a vaga.

"É um momento indescritível, não tem muito como falar o que você passa ali, em poucos segundos. Veio na minha cabeça a minha esposa e a minha filha, que, quando chego depois dos jogos, quase sempre está dormindo, mas pergunta se fiz gol. Felizmente, consegui. Falei pra ela que fiz o gol e, depois, vou mostrar pra ela", lembrou.

O bom momento, no entanto, não faz o jogador relaxar. "Jogo em uma função que tem muita cobrança e não posso relaxar nunca. Quem joga no setor defensivo não pode se acomodar porque, em um jogo, você pode colocar tudo por água abaixo. Dentro de uma partida mesmo, você pode jogar bem 85 minutos e, se não conseguir tirar uma bola, vai colocar seu trabalho em cheque. Mas é mentalizar que tem que ter tranquilidade e equilíbrio porque o futebol é assim", afirmou.

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