Infobae| Reprodução
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Herói do Atlético Nacional diz que sofreu ofensa racista

Orlando Berrío provocou o goleiro Sebastian Sosa após gol e iniciou uma grande briga em jogo das quartas de final da Libertadores

Estadão Conteúdo

20 de maio de 2016 | 14h55

Orlando Berrío foi, sem dúvida, o grande nome da classificação do Atlético Nacional para ser o próximo adversário do São Paulo na Copa Libertadores. O atacante colombiano marcou aos 49 minutos do segundo tempo o gol da classificação sobre o Rosario Central e comemorou efusivamente na cara do goleiro Sebastian Sosa, junto com companheiros. Iniciou ali uma grande confusão e recebeu, merecidamente, o cartão vermelho.

Ainda no estádio Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, o atacante de 25 anos pediu desculpas, mas justificou a reação. "Não foi uma boa forma de desafogar. Reconheço que me equivoquei, mas quando falam da sua cor é difícil", disse ele, indicando que sofreu racismo. Questionado em entrevista coletiva, Berrío não deu mais detalhes das ofensas, mas afirmou que aquilo havia acontecido "um par de vezes" antes do gol.

Gerente esportivo do Atlético Nacional, Víctor Marulanda disse que existe a possibilidade de Berrío ser punido, mas lembrou que o que aconteceu no gramado foi "um momento emotivo", lembrando que os atletas do time colombiano haviam sido muito provocados em Rosário, no jogo de ida.

Com a vitória por 3 a 1 em Medellín, o Atlético Nacional reverteu a derrota por 1 a 0 sofrida na Argentina e pega o São Paulo na semifinal da Libertadores. Há dois anos, esse confronto já ocorreu na semifinal da Copa Sul-Americana de 2014. Na ocasião, cada time venceu por 1 a 0 em casa e os colombianos avançaram nos pênaltis.

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