Santiago Pandolfi/Reuters
Santiago Pandolfi/Reuters

Herói do jogo, Romarinho celebra gol: 'Minha estrela brilhou'

Atacante sai do banco para cinco minutos depois empatar o jogo e dar grandes esperanças ao Corinthians na Copa Libertadores

FÁBIO HECICO E RAPHAEL RAMOS, enviados especiais, estadão.com.br

28 de junho de 2012 | 00h21

BUENOS AIRES - O atacante Romarinho é mesmo um predestinado. Contratado recentemente pelo Corinthians vindo do Bragantino, ele fez sua estreia na Copa Libertadores nesta quarta-feira e saiu de campo como herói. Foi dele o gol de empate nos últimos minutos da partida, que colocou a equipe brasileira em boas condições para decidir o título em São Paulo, no estádio do Pacaembu. "Graças a Deus a minha estrela brilhou. Eu pude sair do banco de fazer o gol da equipe", afirmou o rapaz.

Ele já havia sido a estrela no fim de semana, ao fazer os dois gols da vitória no clássico sobre o Palmeiras. A ótima atuação garantiu uma vaga no banco de reservas em Buenos Aires. E quando o time estava atrás no placar, o técnico Tite colocou o garoto de 21 anos entrou no lugar de Danilo e logo em sua primeira jogada, recebeu um lindo passe de Emerson e teve a frieza de um veterano para tocar por cima do goleiro Orión e calar o estádio La Bombonera.

"Foi o meu primeiro toque na bola e fui feliz na finalização. Eu olhei para o goleiro e vi que ele estava meio caindo. Fiquei muito feliz em ajudar meus companheiros e agora vamos para o Pacaembu. Vai ser muito emocionante lá", disse.

O salvador da pátria corintiana recebeu também os elogios dos companheiros, que respiraram aliviados ao voltar para o Brasil com o empate na bagagem. "O moleque está iluminado. Ele chegou no momento certo e teve uma frieza tremenda", elogiou o meia Alex.

Para Liedson, que também teve a chance de atuar após a contusão de Jorge Henrique, seu companheiro de ataque tem tudo para brilhar com a camisa alvinegra. "Ele é um excelente garoto, tem um talento enorme e está com a estrela. Por isso, tem de aproveitar. É jogar no moleque, que ele está com a estrela".

Para o jogo de volta, o Corinthians precisa de uma vitória simples para levantar a inédita taça. Um empate leva a decisão para prorrogação e depois pênaltis se a igualdade permanecer, pois na final o torneio não tem o critério de gols marcados fora de casa. Um vitória do Boca dá o título para os argentino.

"Agora muda muita coisa. Estaremos dentro da nossa casa, onde conhecemos cada buraco do gramado e temos uma grande vantagem. Vamos fazer uma festa bonita com a nossa torcida", avisou o zagueiro Leandro Castán.

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