Herói do título, Evair diz: 'Ajudei a fazer história'

Atacante marcou dois gols e foi o destaque na histórica vitória sobre o Corinthians

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2013 | 07h05

SÃO PAULO - Autor de dois gols, inclusive o do título, o atacante Evair é um dos jogadores mais homenageados pelos torcedores do Palmeiras e lembra com emoção daquele 12 de junho de 1993 marcante para todo palmeirense.

“Este título representa muito para mim. Foi o momento em que o torcedor do Palmeiras voltou a sentir orgulho de vestir a camisa e eu pude ajudar nisso. É especial e foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Antes do jogo, sobrava confiança e ansiedade para nós. Naquela época não tinha internet, então não ficávamos acompanhando muito o que rolava fora do hotel em Atibaia, onde estávamos concentrados. O que a gente sabia era que tínhamos perdido o primeiro jogo por 1 a 0 e que não podíamos decepcionar milhões de torcedores palmeirenses. Isso já bastava.

A preleção do Vanderlei foi uma das mais curtas que ele deu, porque a gente só falava do jogo 24 horas por dia. Não tinha mais o que falar naquele momento. No meu caso, eu tinha uma preocupação que era o fato de não estar bem fisicamente e eu sabia que não iria conseguir jogar os 90 minutos, porque estava voltando de contusão. Mas eu me cobrava para não sair com o time perdendo o título. Talvez isso tenha me dado ainda mais confiança.

O time do Corinthians era muito bom. O Neto e o Viola eram os que mais preocupavam. E no caso do Viola tem a questão da comemoração dele. Admito que não esperava que fosse criar tanta polêmica, mas o Luxemburgo soube usar aquilo de maneira muito inteligente e todo mundo entrou em campo ainda mais motivado. Na verdade, os 16 anos de fila fez com que aquele jogo fosse o de nossa vida. Inclusive para o Vanderlei, já que foi o título que trouxe ele para o topo do futebol brasileiro.

Antes do jogo, foi mostrado para nós uns vídeos de familiares falando coisas positivas e um vídeo da imitação do Viola. Se juntar tudo isso, explica o motivo de termos feito 3 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, sabia que não iria aguentar muito tempo. Até que o Edmundo foi derrubado pelo Ricardo dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Me lembro que o César Sampaio veio me falar que o Edmundo queria bater e eu falei para ele ir pedir ao Luxemburgo. Eu achei que eu deveria bater, por era o cobrador e havia treinado, embora estivesse muito tempo fora, por causa de uma lesão. Mas no fim, eu mesmo bati o resultado todo mundo sabe.

Sempre me perguntam se eu estava nervoso para bater aquele pênalti. Sendo bem sincero, não tinha preocupação alguma. Na verdade, a única preocupação é que o fato de ser o Wilson no gol (Ronaldo tinha sido expulso) me deixou meio preocupado, porque eu treinava com ele no Guarani e ele sabia como pegar. Mas deu tudo certo e conseguimos fazer história.”

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