Heróico, Santos derrota Cúcuta de virada e se classifica

Argentino Mariano Tripodi marca o gol da vitória por 2 a 1 aos 43 minutos do segundo tempo

André Rigue, estadao.com.br

16 de abril de 2008 | 23h51

Na raça! Assim o Santos derrotou na noite desta quarta-feira o Cúcuta Deportivo, da Colômbia, por 2 a 1, na Vila Belmiro. O resultado garantiu a equipe nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. O time foi para 10 pontos e terminou em segundo lugar no Grupo 6.   Veja também:  Resultados e Calendário Classificação Trípodi: 'Jogamos como se deve fazer na Libertadores' Molina joga segundo tempo com o nariz machucado Bate-pronto - Scooby-Doo e Scooby-Loo   O Santos terminou justamente atrás do Cúcuta Deportivo. O Chivas Guadalajara, que venceu o San José na altitude boliviana, ficou com nove pontos, em terceiro lugar. Se tivesse empatado, o time santista ficaria de fora das oitavas, coisa que só aconteceu uma vez (1984) em dez participações na Libertadores.   Agora, o time da Vila Belmiro aguardará pela conclusão da primeira fase da Libertadores para conhecer o seu adversário nas oitavas-de-final - o que só acontecerá na próxima semana.   O Santos se junta a Cruzeiro, Flamengo e Fluminense, que estão classificados. O São Paulo é o único que ainda não conseguiu classificação.   COMEÇO COMPLICADO O técnico Emerson Leão novamente mudou a escalação do Santos. Desta vez, ele escalou o zagueiro Betão na lateral-direita. A intenção era que o jogador apoiasse o setor ofensivo e alçasse bolas na área para os atacantes Kléber Pereira e Wesley. O Santos, assim, pressionaria o Cúcuta do início ao fim.   Mas não foi isso o que aconteceu. Já classificado, o time colombiano entrou em campo na defensiva. O Santos não conseguiu fugir da marcação e viu seus atacantes sumirem. O colombiano Molina, principal armador santista, não repetiu o desempenho dos últimos jogos - ele ainda levou uma pancada no nariz no segundo tempo.   A noite na Vila Belmiro ganhou contornos dramáticos logo aos 22 minutos do primeiro tempo. O volante Marcinho Guerreiro, sempre ele, exagerou na marcação e derrubou Vargas na entrada da área. Na cobrança, Lincarlos Henry bateu com perfeição e acertou o ângulo de Fábio Costa.    Santos 2 Fábio Costa; Betão, Domingos    , Fabão e Kléber    ; Marcinho Guerreiro    , Rodrigo Souto, Rodrigo Tabata (Tripodi) e Molina; Wesley e Kléber Pereira Técnico: Emerson Leão      Cúcuta 1 Castellano; Garcia, Portocarrero, Córdoba e Gonzalez; Rivas (James Castro); Lincarlos Henry    , Zapata, Charles Castro; Torres e Vargas (Urbano) Técnico: Pedro Sarmiento Gols: Lincarlos Henry, aos 22 minutos do primeiro tempo; Kléber Pereira, aos 23, e Tripodi, aos 43 minutos do segundo tempoÁrbitro: Jorge Larrionda (URU)Estádio: Vila Belmiro, em Santos Se o Santos já estava ruim, ficou ainda pior no primeiro tempo. Rodrigo Tabata, que disse antes do jogo que gostaria de homenagear Pelé com um gol, fez uma atuação lamentável. Errou passes, cobranças de faltas, cruzamentos, dribles... e foi substituído no segundo tempo por Tripodi.   VITÓRIA NA RAÇA "A bola bate e volta, bate e volta. Assim não dá mesmo. Foram 45 minutos no primeiro tempo sem que criássemos uma boa jogada de gol. Não conseguimos fugir da marcação deles e assim fica muito complicado. Não dá mais para ficar cruzando bolas na área", explicou Leão no retorno ao segundo tempo.   E os jogadores atenderam o pedido do treinador. Apoiado pela torcida, o Santos foi para o ataque e empatou aos 23 minutos da etapa final. Wesley fez boa jogada pela esquerda e tocou para Kléber Pereira. O artilheiro dominou, girou e bateu para o fundo das redes do goleiro Castellano.   Com o empate, o jogo ganhou em  emoção. E isso afetou os nervos dos jogadores. Domingos deu um tapa em Lincarlos, que revidou. Os dois foram expulsos pelo uruguaio Jorge Larrionda. Leão reclamou, peitou o bandeira Walter Rial e também acabou recebendo o cartão vermelho.   Depois das expulsões, o Santos martelou, martelou, martelou... e foi premiado aos 43 minutos do segundo tempo. O argentino Mariano Tripodi aproveitou falha do goleiro Castellano para mandar para o fundo das redes. Festa para a torcida santista, que sofreu demais na noite desta quarta-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.