Heróis de 1977 dão receita para o Corinthians não cair

'Se jogarmos fechadinhos, saindo na boa, podemos superar esta crise', aconselha o ex-lateral-direito Zé Maria

Wilson Baldini Jr., Estadão

12 de outubro de 2007 | 21h52

As festividades dos 30 anos da conquista histórica do Paulista de 1977, contra a Ponte Preta, não possuem o entusiasmo que o feito merece. Tudo porque o atual momento da equipe do Corinthians no Brasileiro - 17.º lugar, na zona do rebaixamento - traz grandes preocupações aos eternos ídolos da Fiel torcida. Veja também:Corinthians: 30 anos do fim da fila "Restam oito jogos. Não é possível o Corinthians estar nesta situação. O time é jovem, mas acho que, se jogarmos fechadinhos, saindo na boa, podemos superar esta crise e seguir na Primeira Divisão", diz Zé Maria, que por 13 anos (1970 a 1983) vestiu a camisa 2 do Corinthians por 595 jogos e chegou a disputar boa parte da decisão de 1979, também, com a Ponte Preta, com a camisa totalmente ensagüentada por causa de um corte na cabeça, que não o tirou do campo. "Tive o privilégio de jogar no Corinthians na época do ‘seu’ Vicente Matheus (presidente na época). Ele punha dinheiro do bolso no clube para contratar grandes jogadores e pagar dívidas. Agora é diferente, né?", comenta o lateral Wladimir, atleta que mais atuou pelo Corinthians, 803 vezes. Geraldão, que sempre se caracterizou pela raça em campo, demonstra nas palavras sua indignação com o momento atual do time. "Ninguém tem mais medo de enfrentar o Corinthians. Quando eu jogava, muitas partidas eram decididas só com a nossa entrada em campo", afirma o ex-centroavante, que iniciou a carreira no Botafogo com o craque Sócrates. Em 1978, os dois também atuaram juntos pelo Corinthians. Basílio, que ganhou a eternidade com o gol marcado em 1977, acredita na força da torcida nos jogos que o time terá em casa nesta reta final do Brasileiro. "Sábado, acho importante lotar o Pacaembu para o duelo com o Internacional." Vaguinho, ponta-direita do Corinthians de 1971 a 1981, também não se conforma com a crise que se instalou no Parque São Jorge. "Roubaram, né?", lamenta. "O que as pessoas não sabem é a força que possui o Corinthians. Ou melhor, sabem, mas acabam usando para o lado ruim", observa o ex-jogador. Neste sábado os craques do passado visitam, pela manhã, o Memorial do Corinthians e serão homenageados com um almoço no restaurante do clube. Depois seguem para o Pacaembu, onde assistem Corinthians x Internacional.

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