Heróis de 63 escolhem a televisão

Os heróis do título da Copa Libertadores de 1963 estarão bem longe do Morumbi nesta quarta-feira à noite. Dorval, ponta-direita daquele time e um dos poucos a residir em São Paulo, decidirá nesta quarta se vai ou não ao Morumbi. ?Não sei, não. Vai ser muito difícil. Não estou animado?, disse o ex-jogador que atualmente cuida de sua página na Internet: www.dorval.com.br. Zito não se sentia bem nesta terça-feira, na Vila Belmiro. O volante de 1963 sofreu há dez dias uma cirurgia na vesícula e talvez não tenha autorização do médico para subir a serra. De qualquer forma, o capitão da equipe bicampeã (levantou a taça também em 1962) estava otimista. ?O Santos tem time e condições de virar o jogo no Morumbi?, afirmou ele, cujo nome completo é José Ely de Miranda e é atual diretor-executivo do Santos. Lima, ex-meia, que também trabalha no clube, nas categorias de base, comentava nesta terça que os ingressos ?voaram?. ?Nem para a gente sobrou, acredita? Eu não ia mesmo, porque fico nervoso como se eu fosse jogar. Prefiro ver pela tevê. Mas ia dar um para o meu filho, que acabou comprando.? O ex-zagueiro Calvet também vai ficar em casa. Até porque mora longe demais. ?Nasci aqui em Bagé, estou aposentado, vou ver pela tevê.? Coutinho é outro que está longe e não vai ao Morumbi. De Penápolis, onde treina o Penapolense, o ex-centroavante demonstrou algum otimismo. ?É um jogo difícil, mas não é impossível o Santos ser campeão.? Pepe garante que estará muito à vontade. E quer distância do campo. ?Prefiro ficar em casa, com as pernas esticadas tomando meu refrigerante em frente da televisão?, programou o ex-técnico do Guarani, que em agosto deve assumir o Al Haly, do Catar. O ex-ponta-esquerda admite que está preocupado com o jogo. ?O time não pode desconcentrar, senão o ?jacaré abraça?. O contra-ataque do Boca é muito perigoso, é um time frio, experiente. Mas estou confiante.?

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