Hicks concentrará esforços no estádio

Enquanto o Corinthians jogava contra o Flamengo no Maracanã, a diretoria se reunia com Charles Tate, um dos sócios da Hicks, Muse, Tate & Furst, e outros executivos do fundo de pensões. O dirigente norte-americano chegou ao Brasil na noite de sábado e, neste domingo, anunciou aos corintianos uma reestruturação em todos os investimentos na América Latina. "Discutimos vários assuntos", comentou Antonio Roque Citadini, vice-presidente de futebol do clube, que esteve presente no encontro. Não haverá mudanças drásticas no acordo de parceria entre o Corinthians e o HMTF. O contrato não sofrerá modificações, mas Tate avisou que o fundo não jogará mais dinheiro nas mãos dos dirigentes como vinha fazendo. A Hicks investiu, nos últimos três anos, cerca de US$ 15 bilhões na América Latina e teve grande prejuízo, principalmente na Argentina, onde depositou cerca de U$ 5 bilhões. O parceiro do Corinthians não contratará mais jogadores para a equipe, a não ser que consiga fazer algum grande negócio. O objetivo é apostar tudo na construção do estádio, na Rodovia Raposo Tavares. A Hicks já investiu cerca de US$ 25 milhões para a compra do terreno e para o desenvolvimento do projeto. Desde o fim do ano passado, aguarda a liberação da prefeitura para iniciar as obras. "Um clube como o Corinthians não pode ficar sem um estádio", afirmou Dick Law, homem-forte da Hicks no Brasil, que, nos próximos dias, deve deixar de ocupar a função. O estádio, se realmente sair do papel, terá capacidade para 45 mil pessoas.

Agencia Estado,

03 Março 2002 | 21h15

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