Hicks Muse tenta evitar mais perdas

Em meio à crise e à fuga dos investidores, o futebol brasileiro tem, hoje, apenas um sobrevivente, a Hicks, Muse, Tate & Furst, fundo de investimentos norte-americano, parceira de Corinthians e Cruzeiro. Mas quem pensa que a Hicks permanece no País por estar lucrando milhões, engana-se. A empresa não consegue recuperar o investimento nos clubes, em 2 anos e meio, e teve de amargar grandes perdas, não só no Brasil. Depositou, em toda a América Latina, cerca de US$ 15 bilhões, e precisará ter muita sorte para ver de novo esse dinheiro. O Wall Street Journal divulgou, nos últimos dias, que a Hicks foi uma das empresas americanas que mais perderam com a crise na Argentina.Pessoas ligadas à cúpula do fundo de investimentos no Brasil dizem que o contrato com Corinthians e Cruzeiro, de 10 anos, não será cumprido. O diretor-presidente da Panamerican Sports Team, braço da Hicks, Dick Law, embora desanimado, garante que o acordo não será desfeito, mas não esbanja otimismo. "Não valeria a pena sair, já pagamos pelos 10 anos logo que assinamos com Corinthians e Cruzeiro", afirma. Já no primeiro ano de parceria, em 1999, o grupo deu mais de US$ 25 milhões para que os clubes fizessem contratações.Leia mais no Estadão

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2002 | 10h38

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