Petr David Josek/AP
Petr David Josek/AP

Hierro elogia Marrocos, mas avisa: 'Não vão nos parar no músculo'

Seleções se enfrentam nesta segunda-feira, em Kaliningrado, pelo Grupo B da Copa do Mundo

Estadão Conteúdo

24 Junho 2018 | 15h18

A Espanha encara Marrocos nesta segunda-feira, em Kaliningrado, precisando de apenas um empate para garantir a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo sem pensar na outra partida da chave, entre Portugal e Irã. Apesar do favoritismo e de encarar um rival já eliminado, o técnico Fernando Hierro fez questão e elogiar o time marroquino.

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"É uma seleção muito boa, está na Copa do Mundo. Na primeira partida, perderam no último minuto para o Irã e fizeram um bom jogo. Têm muita mobilidade, qualidade, atacam com muita gente, correm nas transições. Será um rival perigoso, não podemos relaxar. Temos que estar com olhos abertos e saber que ninguém nos dará nada de presente. Temos o máximo respeito por uma grande seleção como é o Marrocos", declarou neste domingo.

Apesar das derrotas para Irã e Portugal nas duas primeiras partidas - ambas por 1 a 0 -, Marrocos também se destacou pela força física. Mas esta particularidade do adversário não preocupa Hierro. "Nós somos algo diferente do músculo. Temos nossa forma de entender o futebol e não é com o músculo que vão nos parar."

Se a vaga está praticamente nas mãos da Espanha, a seleção brigará pela liderança do Grupo B. Para isso, precisa vencer Marrocos com saldo de gol superior ao que Portugal fará, em caso de triunfo sobre o Irã. Hierro admitiu a busca, mas colocou este objetivo como secundário.

 

"Nossa obrigação é fazer uma boa partida e somar três pontos. Se pudermos ser primeiros do grupo, melhor. Sabemos que será uma partida difícil, mas devemos confiar em nossas condições e nossas forças", afirmou o treinador.

O ex-zagueiro ainda alertou para o equilíbrio visto nesta Copa e considerou Marrocos capaz de surpreender. "É o Mundial da igualdade, para todo mundo está custando muito ganhar. No futebol, a cada dia os métodos de trabalho evoluem por todo o mundo, e isso é em benefício do nosso esporte. É bonito para o futebol."

 

 

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