História aponta grande chance de decisão por pênaltis no Mineirão

Tradição de decisões por pênaltis entre Brasil e Uruguai teve início na final da Copa América de 1995, em Montevidéu

MATEUS SILVA ALVES - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2013 | 08h05

BELO HORIZONTE - A julgar pelo histórico recente, são grandes as possibilidades de Brasil e Uruguai decidirem a vaga na final da Copa das Confederações, nesta quarta-feira, nos pênaltis, para agonia dos torcedores das duas seleções. Tem sido assim: por mais que a equipe brasileira sempre seja apontada como favorita quando enfrenta a uruguaia em uma partida decisiva, de um jeito ou de outro as coisas se complicam e a disputa vai às últimas consequências.

 

Há seis anos, os rivais se cruzaram na semifinal da Copa América, em Maracaibo, na Venezuela. Como de costume, o Brasil era apontado como favorito, mas nem mesmo tendo ficado duas vezes à frente no marcador, com gols de Maicon e Júlio Batista, o time dirigido por Dunga conseguiu vencer a partida. O Uruguai, já comandado naquela época por Oscar Washington Tabárez, buscou bravamente o empate (Forlán e Loco Abreu marcaram os gols uruguaios) e levou a decisão para os pênaltis, ocasião em que o goleiro Doni, sempre se adiantando muito, fez a diferença a favor da seleção.

 

Três anos antes, brasileiros e uruguaios haviam se enfrentado na mesma situação: semifinal da Copa América, naquele ano disputada no Peru. A seleção brasileira, que estava sem seus principais jogadores, saiu atrás do Uruguai no placar Marcelo Sosa abriu a contagem – e empatou o jogo com um tento de Adriano. Nos pênaltis, o herói da vez foi Julio Cesar, o mesmo que estará no gol do Brasil nesta quarta-feira. Ele defendeu a cobrança de Vicente Sánchez, o único a perder um pênalti naquela noite.

 

A tradição de decisões por pênaltis entre Brasil e Uruguai teve início na final da Copa América de 1995, em Montevidéu. Ao fim de um empate por 1 a 1 Túlio fez o gol brasileiro e Bencoechea, o uruguaio , o título foi decidido nos pênaltis e Túlio se transformou em vilão ao ser o único a desperdiçar sua cobrança.

 

Nos últimos anos, a única partida decisiva entre Brasil e Uruguai que não terminou em pênaltis foi a final da Copa América de 1999, no Paraguai, que os brasileiros venceram por 3 a 0.

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