Clube Atlético Paranaense
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Histórico faz Atlético-PR x São Paulo ter 'clima de final', diz Raphael Veiga

Para meia do time rubro-negro, rivalidade com os paulistas vai influenciar no gramado da Arena da Baixada nesta quarta

Entrevista com

Raphael Veiga, meia do Atlético-PR

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2018 | 07h00

Após passagem pelo Palmeiras, o meia Raphael Veiga, que chegou ao Atlético-PR no início do ano, não demorou para “descobrir” a rivalidade entre o clube rubro-negro e o São Paulo, adversário desta noite. Os paranaenses jamais perderam para o São Paulo na Arena da Baixada. O principal trunfo tricolor diante da equipe rubro-negra, sempre lembrado pelos torcedores, é a conquista da Libertadores de 2005.

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“Loco que cheguei já percebi que há uma grande rivalidade”, disse Veiga ao Estado. “A mentalidade é de um jogo decisivo e, pela rivalidade, é clima de final. Sabemos que do outro lado também será assim. E vamos estar concentrados para fazer nosso melhor e sair com uma vitória.”

Veiga prega respeito ao rival e garante que o retrospecto do Atlético-PR em casa diante do São Paulo não vai fazer os mandantes aliviarem a barra diante da equipe paulista. “Nosso time tem a característica de propor o jogo e assim vai ser. O São Paulo tem bons jogadores, de nível muito alto, mas é uma decisão. Começar jogando em casa e ganhando é muito importante.”

Eliminado na semifinal do Paulistão, o São Paulo jogará motivado para reconquistar a confiança de seu torcedor, na avaliação do meia. “Eles vão estar ainda mais motivados depois da eliminação, mas um time com o tamanho do São Paulo tem pressão de qualquer forma. Se eles estivessem na decisão do Estadual, não seria diferente”, opinou. 

Sob o comando de Fernando Diniz, conhecedor do futebol paulista, onde já dirigiu seis equipes do interior, o Atlético espera aproveitar os pontos fracos do São Paulo. “O professor conversa muito coma gente sobre as características dos jogadores do São Paulo, fala sobre o jogo deles, nós também estamos acompanhando e nos preparamos bem para o jogo. Mas não vamos mudar nosso estilo de jogo, temos uma identidade e vamos mantê-la.”

Titular nos quatro primeiros jogos do Atlético-PR na Copa do Brasil, o atleta vai se firmando como uma das principais peças do time na temporada. No Palmeiras, ele não conseguiu ter espaço. Para ele, a pressão por resultados e a concorrência por vaga dentro do elenco alviverde influenciaram. Apesar de ter sido pouco utilizado, ele faz um balanço positivo.

“Fomos muito pressionados pelo grande investimento no elenco. Até fiz bons jogos, mas não consegui ter uma sequência”, analisa. “A troca de treinadores e a grande quantidade de bons jogadores no elenco também influenciaram. Mas não foi um ano perdido. Muito pelo contrário. Aprendi e pude absorver muito com os colegas.”

Cria da base do Coritiba, principal rival de sua atual equipe, Raphael Veiga disse ter sido muito questionado pela ida para o Atlético-PR. “Quando cheguei aqui, fui muito questionado. Sempre respeitei o Coritiba, foi o primeiro time a me dar chances. Mas estou muito feliz no Atlético-PR. E fiz uma boa escolha vindo para cá.”

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