Hodgson só continua empregado porque é inglês, diz ex-treinador da Inglaterra

A única razão pela qual Roy Hodgson continua no cargo de técnico da Inglaterra depois do fiasco na Copa do Mundo é porque ele é inglês, afirmou o ex-treinador da seleção inglesa Sven-Goran Eriksson. 

PHILI, REUTERS

22 de junho de 2014 | 13h07

Eriksson, que comandou os ingleses entre 2001 e 2006 levando-os às quartas de final de três grandes torneios, disse ao jornal SportExpressen que um treinador estrangeiro que obtivesse resultados tão fracos seria demitido imediatamente. 

"Roy Hodgson fica porque é inglês. Se ele fosse estrangeiro, não haveria nenhuma chance para ele no cargo", disse o sueco de 66 anos que agora treina a equipe do Guanzhou R&F, que disputa a Super Liga Chinesa. 

Depois de duas derrotas por 2 x 1 para as seleções de Uruguai e Itália, ambas campeãs do mundo, a Inglaterra é lanterna do Grupo D e não consegue mais se classificar para a segunda fase do torneio. A última partida dos ingleses é contra a surpreendente líder Costa Rica em Belo Horizonte na terça-feira. 

"Eu acho que as coisas mudaram. Quando eu estava com a Inglaterra, a expectativa era de que chegaríamos às semifinais e às finais", afirmou Eriksson. "Agora, antes do Mundial, toda a atenção estava voltada a passar pela fase de grupos. Quando eu era o treinador da seleção, sempre falávamos sobre quartas de final, semifinal. Se eu não tivesse levado a Inglaterra às quartas de final de três torneios, nunca me deixariam continuar no cargo". 

A vida privada de Eriksson estampou os tabloides britânicos até sua saída da Inglaterra, depois da Copa do Mundo de 2006, mas ele sente que tem assuntos pendentes com o 'English Team'. 

"Se eles não continuarem com Hodgson eles podem muito bem me chamar de volta, para que eu termine o que eu comecei", afirmou o sueco ao SportExpressen. 

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