Miguel Ropa/AFP
Miguel Ropa/AFP

Holanda tem aposentadoria de veteranos e ascensão de nova geração

Van Persie, Robben e Sneijder penduraram as chuteiras neste ano, enquanto jovens começaram a se destacar

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 12h16

A seleção holandesa masculina de futebol passa por uma transição. Jogadores consagrados se aposentaram neste ano, enquanto jovens promessas do país começaram a se destacar e ganhar espaço. Com sua nova geração em alta, a Holanda ficou com o vice-campeonato da Liga das Nações ao perder por 1 a 0 para Portugal, em junho.

Três pilares da Holanda no vice-campeonato mundial em 2010 penduraram as chuteiras no meio deste ano: os atacantes Robin Van Persie e Arjen Robben e, por último, o meia Wesley Sneijder. Eles ajudaram a eliminar o Brasil na África do Sul, com vitória de 2 a 1 depois da expulsão de Felipe Melo. Os "trintões" já haviam se aposentado da seleção. O vácuo deixado pelos veteranos tem sido ocupado pela nova geração holandesa, com destaques para De Ligt (20 anos), Frenkie de Jong (22), Denzel Dumfries (23), Nathan Aké (24), Van de Beek (22) e Steven Bergwijn (21). 

O zagueiro De Ligt se tornou o terceiro reforço mais caro da história da Juventus. O clube italiano pagou 85,5 milhões de euros (R$ 361 milhões) para contratar o defensor do Ajax, onde se destacou nas campanhas que resultaram na semifinal da Liga dos Campeões da Europa e os títulos do Campeonato Holandês e Copa da Holanda. Ele só perde para o atacante português Cristiano Ronaldo, que saiu do Real Madrid no ano passado ao custo de 105 milhões de euros (R$ 443 milhões) e para o centroavante argentino Gonzalo Higuaín, vendido pelo Napoli em 2017 por 90 milhões de euros (R$ 380 milhões).

Frenkie de Jong foi outro que deixou o Ajax neste ano. Em janeiro, o Barcelona anunciou a contratação do meia por 75 milhões (cerca de R$ 325 milhões). Ele permaneceu no clube holandês até o fim da temporada europeia no meio de 2019 e também foi importante nas campanhas da equipe.

Denzel Dumfries é outro dessa geraçao promissora. Ele atua no PSV, rival do Ajax na Holanda. O lateral-direito foi titular da seleção na final da Liga das Nações, mas não recebeu propostas de clubes gigantes da Europa.

Nathan Aké é polivalente, podendo atuar como zagueiro, lateral-esquerdo e volante. Ele é formado na base do Chelsea e atualmente defende o Bournemouth, ambos da Inglaterra. O jogador esteve na mira do Leicester, mas o Bournemouth pediu 80 milhões de euros e esfriou o interesse.

O meia Van de Beek foi outro destaque do Ajax na última temporada europeia. O Real Madrid avalia a contratação do jogador como uma alternativa caso não consiga comprar Paul Pogba. Por fim, o atacante Steven Bergwijn atua no PSV e também foi titular na final da Liga das Nações. A imprensa europeia colocou o jogador na mira de clubes ingleses como Liverpool, Tottenham e Manchester United, mas ele permaneceu na Holanda.

A geração que para de jogar deixará saudades, mas os meninos holandeses que chegam já estão, muitos deles, na mira dos grandes clubes europeus. Brasil e Holanda sempre fizeram bons duelos em Copas do Mundo. A expectativa é que as duas seleções estejam no Catar em 2022. 

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