Hollande se solidariza com vítima do racismo da torcida do Chelsea

Governo francês publica no Twitter que presidente ligou para Souleymane e 'ofereceu apoio após odioso ataque racista'

Estadão Conteúdo

21 de fevereiro de 2015 | 10h36

O presidente da França, François Hollande, prestou solidariedade a Souleymane S, francês que foi proibido pela torcida do Chelsea de entrar em um trem do metrô de Paris por ser negro. De acordo com o Palácio de Elyseé, o mandatário francês ligou pessoalmente ao seu compatriota.

"O presidente François Hollande falou com Souleymane S e ofereceu seu apoio após o odioso ataque racial sofrido", escreveu o Twitter oficial do governo francês, neste sábado, relatando uma conversa que aconteceu, por telefone, na sexta-feira.

Na última terça-feira, antes da partida entre Paris Saint-Germain e Chelsea, que terminou empatada em 1 a 1, pela Liga dos Campeões, um grupo de torcedores do time londrino foi filmado impedindo Souleymane de embarcar em um trem. O incidente aconteceu na estação de metrô Richelieu Drouout.

 

Depois de duas vezes empurrarem o homem para longe, os torcedores, alguns dos quais gritavam "Chelsea, Chelsea, Chelsea" passaram a cantar "Somos racistas, somos racistas, e esse é o modo que nós gostamos". Outra passageira, uma mulher negra, em seguida, se afasta do trem.

Na sexta, o Chelsea reprovou totalmente a atitude discriminatória dos torcedores e já anunciou que cinco deles estão suspensos provisoriamente de entrarem no Stanford Bridge, estádio do clube londrino. Caso seja comprovada a culpa deles, todos serão banidos de forma vitalícia das atividades do clube. A Polícia Britânica já identificou sete torcedores que participaram do ato deplorável.

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