Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Homens de frente são os campeões de faltas na seleção

Neymar e Oscar são os dois jogadores que mais infrações cometeram na primeira fase

MATEUS SILVA ALVES - Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2013 | 07h13

BELO HORIZONTE - Os dois jogadores que mais cometeram faltas na Copa das Confederações são brasileiros. Se isso já é uma surpresa, uma vez que outros times da competição, como Uruguai e Nigéria, têm futebol bem mais físico do que o Brasil, muito mais espanto ainda causam os nomes desses jogadores: Neymar e Oscar, os mais leves e técnicos da equipe de Luiz Felipe Scolari.

Enquanto o craque revelado pelo Santos cometeu 13 infrações e o meia do Chelsea, nove, os dois zagueiros da seleção fizeram, somados, apenas seis – foram três de David Luiz e outras três de Thiago Silva. Como os outros jogadores de frente do Brasil, Hulk e Fred, também cometeram muitas faltas no torneio (seis de Hulk e cinco de Fred), está claro que o quarteto ofensivo da equipe está empenhadíssimo em impedir os adversários de saírem limpamente com a bola da defesa.

“Nos primeiros amistosos com o Felipão no comando, o time sofreu muitos gols de contra-ataque”, lembrou o goleiro Julio Cesar. “Ele pede para que os jogadores de frente façam faltas para parar as jogadas do time adversário. Nada violento, apenas para parar as jogadas e a nossa equipe ter tempo de se arrumar taticamente.”

O treinador da seleção, no entanto, não admite a ordem para seus jogadores pararem os contra-ataques adversários com faltas. Quando fala sobre o elevado número de infrações de Neymar, por exemplo, Felipão diz que isso se deve à falta de força física do craque, que foi também o jogador que mais sofreu faltas na primeira fase da Copa das Confederações, com 18.

“Acredito que o Neymar tem cometido uma ou outra falta porque é franzino. Ele não tem posicionamento de zagueiro, então quando vai para uma disputa com um adversário ele vai desequilibrado.”

Poupado. A dedicação dos jogadores de frente à marcação, e o consequente exagero no número de faltas, tem um efeito colateral: os cartões. Foi por causa disso, por exemplo, que Neymar não foi até o fim da partida contra a Itália. O atacante levou cartão amarelo por causa de uma falta brusca, continuou cometendo infrações e passou a correr o risco de expulsão, o que não ocorreu porque Felipão o tirou de campo.

Para o treinador, é melhor que Neymar se contenha em jogos decisivos como o de amanhã, contra o Uruguai. Se ele levar um cartão amarelo precocemente, será bastante difícil tirá-lo de campo por precaução caso o Brasil precise dele para vencer a partida.

Há outro problema que é a possibilidade de Neymar ficar fora da decisão (caso o Brasil chegue lá, é claro) por suspensão. O craque é um dos pendurados da equipe, junto com Daniel Alves, David Luiz, Luiz Gustavo e Thiago Silva.

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