Honduras pode expulsar atletas brasileiros

Sete jogadores brasileiros correm risco de expulsão de Honduras por estarem no país de maneira ilegal. O aviso foi dado terça-feira pela Direção de População e Política Migratória (DPPM) hondurenha, que garantiu que, durante a rodada do próximo domingo do campeonato nacional, vai "caçar?? os ilegais e deportá-los. Estão na mira 32 atletas e os brasileiros ameaçados são Edson Ferreira, que joga no Olimpia, Ney Costa, do Vida, Márcio Machado e Clayton de Oliveira, do Motagua, e Luciano Emílio, Pedro Aparecido e Carlos Amaral, os três do Real España.A DPPM constatou existir casos de jogadores que residem há quatro anos em Honduras em situação ilegal. Já foram feitos, pelo órgão, vários pedidos para que regularizem a situação - por meio da obtenção de visto de residência e de trabalho -, sem que providências fossem tomadas."Em 2003, demos a eles (aos ilegais), um ano de prazo para que resolvessem a situação. Mas não cumpriram o prazo. Desta vez, não é uma brincadeira. Tenham certeza de que vamos capturar a deportar os ilegais. Somos a autoridade e devemos ser respeitados??, disse o diretor da DPPM, Ramón Romero.Os 32 jogadores têm até sexta-feira para regularizarem suas situações. A estratégia do órgão para capturar os que permanecerem ilegais é invadir os estádios durante as partidas. A medida deverá afetar 8 dos 9 clubes da primeira divisão. Além dos brasileiros, 16 argentinos, 4 mexicanos, 2 colombianos, 1 salvadorenho, 1 panamenho e 1 uruguaio estão com problemas.

Agencia Estado,

10 de março de 2004 | 18h36

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