Felipe Rau/Estadão
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Antero Greco
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Hora de cérebro, não de fígado

Que a CBF não venha com a solução equivocada de retroceder e optar por guinadas conservadoras

Antero Greco, colunista

07 Julho 2018 | 00h00

Poucos fatos afetam a autoestima nacional quanto derrota em Copas. O torneio parece ocasião preparada só para transformar-se em festa brasileira, independentemente do local onde se realiza e da qualidade dos rivais. Se a turma da amarelinha não trouxer a taça, o mundo desaba e os envolvidos na aventura são espinafrados.

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Tais reações valem para torcedores; estes avaliam com o fígado. Críticos precisam botar o cérebro para funcionar, mesmo que em momentos de decepção vire um exercício complicado.

Pois bem, primeira constatação: os 2 a 1 para os belgas não tiveram a dose de constrangimento dos 7 a 1 para a Alemanha (2014), dos 2 a 1 para a Holanda (2010) e do 1 a 0 para a França (2006). Aquelas eliminações foram consequência de vários fatores, juntos ou separados: desorganização, desinteresse, tensão excessiva, despreparo técnico. Doeram mais.

A campanha na Rússia fez sobressair erros, como a convocação de alguns jogadores em recuperação física, demora em certas tomadas de decisão de Tite durante as partidas, desempenho aquém do esperado de determinados titulares. Falhas que seriam esquecidas se a equipe avançasse. E considere-se o “detalhe” de que o Brasil caiu diante de uma Bélgica que sabe jogar bola. Méritos dela, oras.

 

No entanto, não se deve atirar no lixo o trabalho decente feito por Tite em dois anos. Que a CBF não venha com a solução equivocada de retroceder e optar por guinadas conservadoras. Já bastaram as duas tentativas com Dunga.

*ANTERO GRECO É COLUNISTA DO ‘ESTADÃO’ E COMENTARISTA DA ESPN

 

 

 

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