Hospital confirma morte cerebral de palmeirense após briga

Gilberto Torres Pereira, de 31 anos, estava internado desde domingo na UTI do Hospital Estadual de Franco da Rocha

Marcius Azevedo e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2014 | 08h07

O torcedor palmeirense, Gilberto Torres Pereira, de 31 anos, agredido com galhos de árvore por corintianos em briga na estação Franco da Rocha da CPTM, domingo, antes do clássico entre Palmeiras e São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, teve morte encefálica confirmada na manhã desta quinta-feira pela assessoria de imprensa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.  

Gilberto, que sofreu traumatismo craniano e havia passado por cirurgia, estava internado desde domingo na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Franco da Rocha. Seis pessoas foram presas em flagrante após o confronto entre palmeirenses e corintianos. A delegada Rafaela Acerto fez ainda o pedido de prisão preventiva do vereador de Francisco Morato Raimundo César Faustino (do PT), que é suspeito de ter participado da confusão.

A Justiça não se pronunciou sobre o pedido enviado na terça-feira. Faustino é conhecido como Capá e é candidato a deputado estadual. Ele foi denunciado por tentativa de homicídio, rixa qualificada e por provocar tumulto. Até o início da noite de quarta-feira, o pedido de prisão preventiva ainda estava com o Ministério Público. O promotor tem cinco dias úteis, que começaram a ser contados na terça, para se manifestar e encaminhar o inquérito ao juiz.

O efeito da decisão do juiz é imediato. Assim, caso ele aceite o pedido da delegada, a polícia é comunicada para executar a prisão, que pode acontecer nesta quinta-feira.

Não é a primeira vez que Capá se envolve em confusão com torcedores adversários. No ano passado, durante briga com vascaínos no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, ele foi flagrado dando um chute em um policial militar. À época, alegou que estava apenas se defendendo. Sobre a confusão de domingo, o advogado disse que Capá é inocente e foi apenas socorrer os corintianos que estavam apanhando dos palmeirenses. Ele prestou depoimento na segunda-feira, mas não conversou com a imprensa.

Desde 1988, Capá é sócio da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, e já ocupou vários cargos de liderança na facção, inclusive no Conselho Deliberativo.

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