Alex Silva/Estadão - 25/06/2013
Alex Silva/Estadão - 25/06/2013

Hulk comemora apoio da torcida e chega confiante à Copa do Mundo

Eleito melhor jogador do Campeonato Russo, atacante ressalta crescimento de popularidade

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de maio de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - O atacante Hulk vai chegar ao Mundial com muito mais moral do que na Copa das Confederações. Além de manter o posto de titular na seleção de Felipão, terminou a temporada pelo Zenit como o melhor jogador do Campeonato Russo. E deixou de ser uma incógnita para a torcida brasileira a ponto de não ter sua convocação nem sequer questionada.

O quadro atual é bem diferente de anos atrás, quando o nome Hulk, então pertencente ao Porto, gerava estranheza. Na estreia pela seleção, em 2009, o jogador ainda precisava de apresentações para os torcedores que não acompanhavam o futebol europeu. A situação se inverteu com a Copa das Confederações.

"Conquistei os brasileiros pelo reconhecimento do meu trabalho. Depois da Copa das Confederações passaram a conhecer meu futebol, porque só fiz um jogo como profissional no Brasil e saí muito cedo do País. Agora tenho o apoio da torcida", afirmou o jogador, nesta quarta-feira, em São Paulo.

Ganhar o respeito da torcida foi um dos maiores desafios para o atacante paraibano, que saiu cedo da cidade natal, Campina Grande, para jogar pelo Vitória e depois topou a aventura de passar três anos no Japão. Na seleção brasileira, chegou para disputar a vaga no setor direito do ataque com Lucas, então o favorito da torcida. E Hulk levou a melhor.

"Sou um cara que não abaixa a cabeça. A minha vida não foi fácil, tive de sair cedo de casa para crescer na carreira. Às vezes, a gente ouve uma crítica daqui e dali, mas tem de se manter focado", disse. Ganhar moral com os fãs brasileiros também tem rendido ao atacante espaço em campanhas publicitárias. Hulk chegou no começo da semana ao Brasil e teve como compromissos gravações de comerciais junto com colegas de seleção.

CONCENTRAÇÃO

Na próxima segunda-feira, o jogador estará na Granja Comary, em Teresópolis, para iniciar a preparação para Copa, competição que espera ser bem mais complicada do que a Copa das Confederações. "É uma responsabilidade enorme jogar em casa pelo Brasil. Mas qualquer um gostaria de ter recebido essa missão", afirmou o jogador.

Mesmo com o clima de intensa cobrança e favoritismo, Hulk contou que o ambiente na concentração da seleção costuma ser muito positivo. O atacante descreveu o técnico Luiz Felipe Scolari como um "paizão" e disse que todos os jogadores são amigos e levam o mesmo espírito para o campo.

A amizade pode ajudar até mesmo a incentivar quem não vem de uma boa temporada em seus clubes. "Quem não teve um ano bom, chega em um lugar diferente, de clima familiar, e isso ajuda a se motivar e readquirir a confiança", explicou.

SEM MEDO

A três semanas da abertura da Copa do Mundo, Hulk admitiu que o clima no Brasil ainda não é de Copa, mas aposta que a mudança virá em breve. A possibilidade de protestos contra o evento também não lhe incomoda.

Aos 27 anos, Hulk garantiu estar feliz no futebol russo, mas revelou ter o plano de voltar a atuar no Brasil. De preferência no Palmeiras, clube do qual é torcedor fanático desde criança. "Estarei torcendo pelo time neste ano, que é o do centenário. Jogar o Campeonato Brasileiro algum dia seria um grande sonho para mim", admitiu.

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