Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Hulk resiste às vaias e se mantém titular na seleção

Atacante ouve a torcida pedir a entrada de Lucas em todas as partidas, mas continua com moral com Felipão

Robson Morelli - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2013 | 08h28

FORTALEZA - Hulk dá sinais de que não vai se envergar diante das vaias da torcida ou da sombra de Lucas no banco de reservas. Tem sido assim desde que a seleção se reuniu no Rio de Janeiro: em todas as partidas o torcedor perde logo a paciência com o atacante titular de Felipão, começa a vaiá-lo e a pedir pela entrada do jogador do Paris Saint-Germain.

 

Tirar Hulk do time também tem sido uma decisão frequente do treinador, mas não somente para colocar Lucas. Na vitória de 3 a 0 sobre o Japão, Hulk deu lugar para Hernanes – Lucas havia entrando na vaga de Neymar minutos antes.

 

Hulk espera mais carinho do torcedor nordestino e já teve boa mostra disso no primeiro treino do Brasil em Fortaleza. O atacante foi bastante requisitado para tirar fotos com a torcida. Ele vem demonstrando ser por dentro tão forte quanto é por fora, e encara sem sobressaltos a desconfiança do torcedor com o seu futebol.

 

Quando foi substituído no Estádio Mané Garrincha, tomou nova saraivada de vaias, mas dessa vez misturadas a tímidos aplausos, o que o fez retribuir o raro momento de carinho dispensado a ele.

 

"Aqueles aplausos não foram um gesto irônico da minha parte. Eu realmente agradeci o carinho dos torcedores, que nos apoiaram até o fim numa bonita festa", disse o atacante, reforçando não se incomodar com as manifestações contrárias a ele nas arquibancadas. "Como disse ainda em Goiânia ou Rio, se me sentisse incomodado com isso, já teria falado para o Felipão me tirar do time."

 

Hulk não tem jogado bem, mas é bastante útil no esquema tático. Além de fechar os espaços e segurar o lateral em sua marcação, ele se reveza com Neymar o tempo todo pelos lados do campo. A intranquilidade talvez tenha tirado de Hulk o que ele mais sabe fazer: os arremates de fora da área.

 

Contra o Japão, ele quase acertou. Num chute ainda no primeiro tempo, o atacante encheu o pé e fez o torcedor se levantar, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.

 

O que também o tem ajudado a se manter na equipe são as atuações pouco convincentes de Lucas. Os gritos da torcida pedindo a sua entrada se tornaram quase que um hino para protestar contra os erros de passes e conclusões de Hulk, mas não são tão justos assim com o titular nem tão merecidos pelo reserva. Lucas tem entrado em todas as partidas, desde os amistosos, e feito pouco. Felipão tem ainda uma outra opção se precisar acelerar o jogo: a entrada de Bernard, que anda fazendo seus golzinhos nos treinos.

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