Agência Photocamera - 24/10/2010
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Humilde, Loco Abreu vê Botafogo 'competitivo' para 2011

Uruguaio resolveu adotar um discurso cauteloso e evitou fazer promessas para temporada

AE, Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 13h02

O atacante Loco Abreu viveu um 2010 cheio de emoções. Além de ajudar o Uruguai na surpreendente campanha rumo à semifinal da Copa do Mundo da África do Sul, ele foi campeão carioca e em pouco tempo se tornou o maior ídolo da atualidade no Botafogo. Nesta sexta-feira, o jogador resolveu adotar um discurso cauteloso e evitou fazer promessas, apesar da boa temporada que realizou no ano passado.

"O Botafogo manteve uma base do time, com contratações de qualidade e precisa de entrosamento. Acredito que, para o Campeonato Carioca, Botafogo tem um elenco competitivo e para brigar (pelo título)", afirmou Loco Abreu, que analisou com humildade o 2010 realizado pelo time botafoguense. Ele admite que a temporada poderia ter sido melhor para o clube, que teve de se contentar com o título estadual após ficar fora da briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2011.

"Não foi acima da expectativa, não ganhamos o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, só o Campeonato Carioca. Foi um ano bom porque a estatística fala que foi o melhor desde 1995 (quando o clube foi campeão nacional) para o Botafogo. Para mim, é importante saber que esse grupo mudou uma situação negativa", disse Abreu, para em seguida analisar o seu próprio desempenho.

"No lado individual, tive uma adaptação rápida ao futebol brasileiro, fiz gols importantes, como o da cavadinha contra o Flamengo (na final da Taça Rio), consegui o título e brigar pela vaga na Libertadores até a última rodada. E ainda teve o Mundial. Foi o melhor ano da minha carreira. É difícil voltar a ter um igual, mas é o que pensamos para esta temporada", reforçou.

O jogador uruguaio ainda comentou a liderança que já exerce sobre os companheiros de Botafogo, apesar de não ser o capitão do time e ter chegado há apenas um ano ao clube. "Eu sou capitão em pensamento. Não preciso de um negócio no braço para me sentir assim. (Liderança) é algo natural, quem tem, tem, não se compra no supermercado. Não é porque tem jogadores que vão embora que você tem que mudar a personalidade", analisou, comentando o fato de o clube ter promovido mudanças em seu elenco para 2011.

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