Michael Dalder/Reuters
Michael Dalder/Reuters

Hummels vê revés 'muito duro' e diz que Alemanha fez seu último bom jogo em 2017

Zagueiro lamenta chances perdidas pelos alemães em derrota para a Coreia do Sul

Estadão Conteúdo

27 Junho 2018 | 19h18

Titular da zaga da Alemanha na vexatória derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul, nesta quarta-feira, em Kazan, onde os atuais campeões mundiais foram eliminados na primeira fase da Copa realizada na Rússia, Mats Hummels não escondeu o abatimento pelo revés que ele qualificou como "muito duro" para o time nacional e seus torcedores.

+ Jornais repercutem eliminação da Alemanha da Copa: 'Maldição mundial'

+ Löw se diz 'chocado' com queda da Alemanha e despista sobre futuro na seleção

Além disso, o jogador do Bayern de Munique reconheceu que a derrota acabou sendo o capítulo mais amargo da fase ruim que a seleção alemã vinha mostrando nos últimos tempos, apesar de ter garantido vaga no Mundial com tranquilidade nas Eliminatórias Europeias e conquistado, mesmo com uma seleção alternativa, o título da Copa das Confederações no ano passado, em solo russo.

"O último desempenho convincente que tivemos foi no outono de 2017, há um tempo atrás. Essa foi uma noite muito, muito dura para todos os torcedores do futebol alemão", lamentou o atleta, que também apontou como determinante para a eliminação o grande número de chances de gol perdidas diante dos sul-coreanos.

"É muito difícil colocar isso em palavras. Acreditamos até o final, mas não colocamos a bola no fundo da rede hoje, nenhum de nós. Nós tivemos oportunidades suficientes, inclusive eu, que tive a chance de marcar no 85º ou no 86º minuto. Nós não aproveitamos nossas chances, essa foi a nossa ruína hoje. Vimos nesta Copa do Mundo que não é fácil passar por ninguém. As equipes menores estão dificultando as coisas", afirmou Hummels.

O defensor também reconheceu que houve uma queda de rendimento em relação ao jogo no qual os alemães venceram a Suécia por 2 a 1, no sufoco, no último sábado, em Sochi, onde então se mantiveram vivos na luta por vaga nas oitavas de final depois de terem estreado com uma derrota por 1 a 0 para o México, em Moscou.

 

"Fomos muito melhores contra a Suécia, tivemos mais proteção e ficamos mais confortáveis com a bola. Hoje ficamos inseguros. Hoje ficamos inseguros depois de 65 minutos e perdemos a nossa estrutura. Temos algumas coisas para trabalhar quando voltarmos a nos reunir", apontou Hummels, pouco antes de dizer que a última atuação realmente boa da equipe nacional ocorreu no ano passado.

KHEDIRA

O volante Sami Khedira, outro jogador escalado pelo técnico Joachim Löw como titular nesta quarta e substituído por Mario Gómez no decorrer do confronto, também admitiu que a seleção alemã não conseguiu exibir um bom futebol neste Mundial. E ele lembrou dos últimos amistosos de preparação para a Copa, nos quais o time foi derrotado pela Áustria e depois sofreu para vencer a Arábia Saudita.

"Nós analisamos ambos os jogos antes da Copa do Mundo. Não deveríamos ter perdido contra a Áustria e apenas batido a Arábia Saudita por 2 a 1. Tivemos resultados como estes antes de outros torneios, mas nestes casos conseguimos melhorar a nossa forma. Precisamos analisar isso com muita autocrítica, mas definitivamente não hoje", afirmou o meio-campista da Juventus, da Itália, que disse estar "incrivelmente triste" com a eliminação precoce dos alemães.

"Este é um dos momentos mais duros para a seleção, para toda a equipe e para mim pessoalmente", admitiu Khedira, reputando ainda esta queda na primeira fase no Mundial como um "grande desastre" para o futebol da Alemanha.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.