Íbis desafia a seleção brasileira

O Íbis, conhecido como o pior time do mundo, está desafiando a seleção brasileira para um jogo amistoso a se realizar no estádio do Maracanã, no Rio, ou no Arruda, no Recife. "A seleção está tão ruim que até o Íbis está melhor", afirmou o presidente do clube pernambucano, Joaquim Fernando Caldas. O dirigente disse ter enviado nesta quinta-feira um fax ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para fazer o desafio à equipe dirigida por Felipão. Em seus 62 anos de existência, o Íbis participou de cerca de 2 mil jogos, levando mais de 3.500 gols e marcando uma média de um gol por ano. Por conta disso, a equipe pernambucana já ganho fama internacional de ser a pior do mundo. O clube não tem sede, campo e nem paga seus jogadores. "Mas estamos aí, a turma quer jogar", avisou o presidente, esperando que isso sirva de exemplo para os atletas da seleção brasileira.Com retrospecto tão ruim, o presidente do Íbis avisa que seu objetivo com esse amistoso é mesmo desmoralizar a equipe do Brasil. "Nós já tivemos o futebol-arte, o futebol-emoção, o futebol-bailarino, o futebol de resultados e agora temos o futebol-ema, aquele em que os jogadores enterram a cabeça embaixo da terra e põem o resto para cima", criticou o dirigente, que não pára de provocar: ?Vamos ver se assim a seleção cria vergonha, já que desde 1998 não ganha um título e corre o risco de ser eliminada da Copa do Mundo.?Para o dirigente, o problema da seleção é a incompetência e o grande volume de dinheiro envolvido. "Os jogadores não estão preocupados em jogar futebol, mas em encher os seus cofres", atacou Joaquim Fernando. "Os cartolas, por sua vez, estão presos às empresas que financiam os jogadores e ninguém sabe o que acontece nos bastidores. Cada um dá a sua versão e no final, nada se explica e nada se justifica."No fax enviado à CBF, o presidente do Íbis ressalta "as sucessivas decepções da seleção brasileira e as desclassificações em torneios internacionais". Ainda afirma que o País que ensinou o mundo a jogar futebol "hoje terá que aprender com seus aprendizes". E acrescenta que o Brasil "está apagando a história dos nossos valores que atuam no futebol mundial".

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