Roberto Bregani / EFE
Roberto Bregani / EFE

Ibrahimovic diz ser o melhor do mundo e que quer 'desaparecer' após se aposentar

Atacante do Milan afirma não sentir falta de ganhar a bola de ouro ou de ter vencido a Liga dos Campeões

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2021 | 17h22

Zlatan Ibrahimovic deu uma entrevista à revista France Football e, como seria de se esperar, deu diversas declarações interessantes e mostrou que segue com a autoestima em dia. Entre elas, disse que, aos 39 anos, ainda se considera no mesmo nível de Messi e Cristiano Ronaldo, que não sente falta da bola de ouro (prêmio de melhor do mundo) e que tem medo de se aposentar, mas que desparecerá quando encerrar a carreira.

Ibrahimovic retornou a campo neste domingo após ficar parado por quatro meses por conta de uma lesão no joelho. E já começou bem: fez o segundo gol do Milan na vitória contra a Lazio por 2 a 0. O Milan tem nove pontos nas três primeiras rodadas do Campeonato Italiano e estreia na Liga dos Campeões na próxima quarta, contra o Liverpool, fora de casa.

"Sinto falta da Bola de Ouro? Não, é a Bola de Ouro que sente minha falta! No fundo, acho que sou o melhor do mundo. Não acho que seja relevante comparar jogadores uns com os outros.Todo mundo jogou em sua geração, com companheiros de equipe diferentes… Difícil comparar. Acho que todos têm sua história e devem encará-la", comentou Ibrahimovic.

"Se você está falando sobre qualidades intrínsecas, não tenho nada menos do que eles (Messi e Cristiano Ronaldo). Se você olhar para os troféus, sim, eu não ganhei a Liga dos Campeões. Não sou obcecado por isso", afirmou. Ibrahimovic tem diversas taças de ligas nacionais na prateleira, mas nunca venceu o torneio continental, no qual Messi tem quatro conquistas e Cristiano Ronaldo, cinco.

Na sequência, Ibrahimovic deixou transparecer que tem certo medo de se aposentar. "Para cada jogador, é muito difícil quando você tem que se aposentar. Durante sua carreira, você é programado. Todos os dias você se levanta, toma seu café da manhã, treina, termina de treinar e então alguém cuida de você, eles cozinham seu almoço, você chega em casa, descansa, passa um tempo com sua família ou o que for, e no dia seguinte é a mesma coisa. Você pressiona "repetir". Estamos programados em nossas cabeças. E já faz vinte ou 25 anos para mim", disse o jogador.

"No dia em que você para, na primeira manhã, você acorda e diz a si mesmo: 'Que p**** é essa agora?' Você não está mais programado e está entrando em um novo capítulo em sua vida. E isso me assusta. O que vou fazer? Mas ainda não cheguei lá, não quero pensar nisso. Depois da minha carreira, quero desaparecer ... Quando você vive neste mundo por tanto tempo quanto eu, você sabe o que passou mental e fisicamente. Então eu só quero desaparecer e curtir minha vida", completou.

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