Polícia russa
Polícia russa

Identificado, brasileiro preso na Rússia aguardará extradição em São Petersburgo

Rodrigo Vicentini foi preso durante jogo da seleção contra a Costa Rica; ele é suspeito de participar de roubo à agência dos Correios

Jamil Chade, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2018 | 10h42

O brasileiro que estava foragido e foi preso durante um jogo da seleção brasileira na Rússia vai aguardar seu processo de extradição em São Petersburgo. Informações prestadas pelas autoridades brasileiras na Rússia indicaram que o brasileiro é Rodrigo Vicentini e, se condenado, poderia pegar uma pena de treze anos de prisão. 

A operação ocorreu no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, antes da partida entre Costa Rica e Brasil. O homem, de 31 anos, teve o mandado de prisão preventiva decretado pela 1° Vara Federal Criminal do Espírito Santo pela suspeita de participação no roubo de uma agência dos Correios no município de Itarana/ES, em 22 de março de 2017.

Ele foi identificado depois que a Polícia Federal, em uma ação coordenada com os policiais russos, puderam cruzar o nome de pessoas procuradas com nomes de brasileiros que tinham comprado ingressos. Por uma questão de segurança da Copa, os russos passaram a exigir que todos os torcedores prestassem suas informações completas, o que na prática criou um enorme banco de dados de todos os estrangeiros no país. 

 

 

As investigações da PF apontaram que o preso participou do assalto, juntamente com outros dois homens, tendo ameaçado funcionários e clientes com uma arma de fogo. 

Mais de R$ 26 mil foram levados dos cofres da agência. O inquérito também apontou que o grupo já havia tentado roubar a agência dos Correios no município de João Neiva/ES, naquele mesmo dia. 

O brasileiro, que utilizava um passaporte italiano quando foi preso, havia sido incluído pela Polícia Federal brasileira na lista de difusão vermelha de procurados pela Interpol, possibilitando a sua prisão na Rússia.

A prisão foi efetuada por policiais federais enviados para o Centro Internacional de Cooperação Policial (CICP), em Moscou, para atuar nos estádios durante os jogos do Brasil e auxiliar nas ocorrências envolvendo cidadãos brasileiros.

Os policiais agem de forma integrada às autoridades locais, o que permitiu a identificação e a localização do foragido brasileiro que poderá ser extraditado.

O envio de equipe especializada de policiais federais ao CICP durante a Copa integra um modelo de ação típico de grandes eventos, tendo o Brasil também recebido diversas equipes de policiais estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.