Ídolo do Santos, Giovanni pede paciência para superar a Ponte Preta no Estadual

Equipe precisa reverter vantagem da Ponte Preta, que venceu o primeiro jogo por 1 a 0

Estadao Conteudo

04 de abril de 2017 | 20h06

O elenco do Santos recebeu, nesta terça-feira, uma visita muito especial. Giovanni, camisa 10 do histórico time vice-campeão brasileiro de 1995, foi até o CT Rei Pelé, a convite da diretoria, para passar um pouco da experiência dele em momentos decisivos e pedir calma aos jogadores nessa reta final de Campeonato Paulista. A equipe precisa reverter vantagem da Ponte Preta - que venceu o primeiro jogo por 1 a 0 -, nesta segunda, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no jogo da volta das quartas de final do Estadual.

"Não pensar no jogo (para evitar o nervosismo), mas é difícil não pensar. Bate aquela ansiedade e você já se vê em campo. Eu, particularmente, era assim. Já me via fazendo as jogadas, para onde ia sair. Você pensa já em algumas jogadas. Eu acho que os jogadores talvez tentem não pensar muito nesse jogo, passando o tempo com outras coisas", orientou Giovanni.

Uma das principais queixas dos torcedores santistas ao atual elenco é a falta de vibração. Alguns foram mais hostilizados, como o lateral-esquerdo Zeca. Ele teve o nome pichado nos muros da Vila Belmiro com cobranças por mais empenho. Os "evangélicos" do grupo também foram atacados por parte da torcida.

"Não vejo a equipe do Santos sem vibração. O futebol está muito nivelado. É claro que quando você erra muitos passes, a torcida acha que você está sem vibração. Mas isso não existe. É dia. No futebol você e usa o corpo. Às vezes, você quer fazer uma coisa e o corpo não quer. Às vezes, você está muito mais leve para correr. Outras vezes, mais pesado. O importante é que o coletivo esteja bem. É o que a gente fala. Se o coletivo estiver bem, mesmo que um ou dois estejam mal, vai superar. A torcida é emoção. Ela quer ver o time jogar bem mas, infelizmente, às vezes não dá", rebateu Giovanni.

Para o ex-camisa 10, a mudança da partida de volta contra a Ponte Preta - da Vila Belmiro para o Pacaembu - não vai alterar o grau de dificuldade do desafio santista. "Nada muda. É claro que a Vila Belmiro é a primeira casa do Santos. Aqui, os torcedores estão mais próximos. Mas o Pacaembu, em uma decisão como essa, sempre ajudou o Santos", completou.

A presença do ídolo santista no treino do Santos foi comemorada pelo volante Renato. Um dos mais experientes do atual elenco, ele destacou a importância de Giovanni e daquele time que fez história a vencer o Fluminense por 5 a 2, no mesmo Pacaembu, na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, após sofrer um revés de 4 a 1, no estádio do Maracanã.

"Eu tinha Giovanni como ídolo depois do Pelé. Até por eu ser meia no Guarani no começo da carreira. Ele era um cara que eu me espelhava muito. Foi marcante, eu estava na base do Guarani. Ficou marcado pela lembrança, pela forma que o Santos jogou e foi à final. A campanha em 1995 foi maravilhosa, de um time que encantou a todos. Não foi à toa que chegou à final com favoritismo. Estava com 16 anos e eu considerava muito o Giovanni", revelou Renato.

O volante também entende que a tranquilidade será fundamental para vencer a Ponte Preta e avançar às semifinais do Estadual. "A gente não pode querer pressionar sem as coisas darem certo. Se tiver congestionado, não adianta querer furar o meio... Temos que ter paciência, mas sem morosidade", explicou.

O Santos começou a semana de trabalho no CT sem Zeca. O jogador, que se recupera de um edema muscular na coxa direita, viajou para a Itália, onde providencia a dupla cidadania (ítalo-brasileira) e o passaporte europeu. Ele não voltou a tempo do treinamento desta terça-feira, mas deverá estar à disposição do técnico Dorival Júnior para o próximo confronto.

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