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Boca e River apostam no retorno dos velhos ídolos Tevez e Saviola

Poucos detalhes separam Tevez e Saviola de Buenos Aires

O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 07h00

Boca Juniors e River Plate devem contar com a volta de grandes ídolos para a sequência da temporada 2015. Carlitos Tevez e Javier Saviola estão a poucos detalhes de assinar o retorno para a Bombonera e para o Monumental de Nuñes, respectivamente. Na tarde desta quinta-feira, Maradona deu indícios de que Tevez deve mesmo acertar com o time azul e amarelo de Buenos Aires. Em sua página no Facebook, "El Pibe" deu boas vindas a Carlitos com uma foto do jogador com a camisa do Boca.

Tevez tem manifestado o desejo de retornar para sua "casa" várias vezes. O rumor ficou maior ao final da última temporada europeia. O jogador tem forçado sua saída da Juventus, da Itália, e reiterado que seu objetivo é jogar mais uma vez pelo Boca Juniors.

Na segunda-feira, 16 de junho, Giuseppe Marotta, CEO e Gerente Geral da Área de Esportes da Juventus, disse ao jornal argentino Olé que se o destino do atleta for o Boca ele o libera de graça. "Um jogador é um homem antes de tudo e temos de respeitar os aspectos humanos. Carlos (Tevez) tem expressado a vontade de acabar sua gloriosa carreira na Argentina. Temos dado a possibilidade de liberá-lo gratuitamente se o destino for sua casa, não a de outros clubes europeus", afirmou o dirigente italiano. "Estamos seguros de que, se ele sair, será para a Argentina."

"Carlitos" chegou à Juventus em junho de 2013 e assinou um contrato válido por três temporadas. Desde sua chegada, ele se tornou um dos principais jogadores dos times comandados por Antonio Conti e Massimiliano Allegri. Em 95 jogos, Tevez marcou 50 gols e conquistou quatro títulos com a Velha Senhora. 

MILLONARIOS

No lado norte de Buenos Aires, a novidade pode ser o retorno de Javier Saviola ao River Plate, revelado pelo clube em 1998. Após deixar o time em 2001, o atacante rodou por grandes clubes europeus, como Barcelona, Real Madrid e Benfica. Aos 33 anos, Saviola defende atualmente o Hellas Verona, da Itália. Segundo o diário argentino Olé, a volta de Saviola depende apenas de um "OK" do treinador Marcelo Gallardo. A afirmação é do presidente do clube, Rodolfo D'Onorio, publicada nesta quinta-feira.

A publicação também informa que o "Conejo" já está na Argentina e que até já escolheu uma casa para morar. As decisões deverão ser tomadas na próxima segunda-feira, quando Gallardo e Saviola retornam de viagem. 

Na pré-temporada, Pablo Aimar, outro grande nome revelado pelo clube, treinou com o elenco "millonario" depois de passar por cirurgias no calcanhar. Recuperado, Aimar reestreou pelo River Plate em 31 de maio, ao entrar aos 30 minutos do segundo tempo da partida contra o Rosario Central. Marcelo Gallardo, Javier Saviola e Pablo Aimar jogaram juntos a temporada 1998/99. Ao fim do ciclo, o atual técnico do River se transferiu para o Monaco, da França. Em junho de 2000 foi a vez de Aimar deixar o Monumental de Nuñez rumo ao Valencia, da Espanha. Saviola, por sua vez, ficou em Buenos Aires por mais um ano antes de se transferir para o Barcelona. 

CLUBE DO CORAÇÃO

O retorno de jogadores argentinos consagrados para seus clubes de origem não é uma prática inédita. Fernando Cavenaghi rescindiu com o Internacional e voltou ao River para disputar a segunda divisão, em 2012. No mesmo ano, o zagueiro Gabriel Milito foi liberado pelo Barcelona para encerrar a carreira no Independiente, time pelo qual estreou em 1997. O irmão mais velho dele, Diego Milito, fez algo parecido, mas com o arquirrival Racing Club. Campeão argentino com "La Academia" em 2001, o atacante ajudou seu time do coração a levantar o troféu da primeira divisão em 2014.

Juan Sebastian Verón é outro exemplo. Revelado pelo Estudiantes de la Plata 1993, "La Brujita" voltou pela primeira vez em 2006, após passar 10 anos na Europa. Depois de declarar a aposentadoria em junho de 2012, Verón retornou ao "León" um ano depois. Em outubro de 2014, se candidatou e ganhou a eleição para a presidência do clube, que comandará até 2017.

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