Marco Ambrósio/Estadão
Marco Ambrósio/Estadão

Ilídio cogita renunciar na Lusa antes de pedido de impeachment

Conselho de Orientação e Fiscalização quer renúncia por má gestão

Estadão Conteúdo

18 Março 2015 | 19h25

Alvo de denúncias de má administração, que teriam ampliado a dívida da Portuguesa, o presidente Ilídio Lico não deve permanecer no cargo por muito tempo. O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) já aprovou a organização de uma reunião extraordinária para votar o impeachment. O mandatário já admite renunciar antes mesmo da votação.

Nesta quarta-feira, havia suspeitas de que Lico iria ao clube apenas para apresentar uma carta de renúncia, o que não aconteceu. O presidente admitiu querer sair antes para evitar mais confusões dentro do clube.

As justificativas para a saída, apresentadas pelo COF são: suspensão de pagamentos trabalhistas, retirada do time de campo na primeira rodada da Série B do ano passado (que rendeu mais uma multa ao clube), assinatura de contrato com a CAFES - empresa quase tornou parceira - sem a aprovação do COF, ausência do balanço financeiro de 2014 e atraso no pagamento de salários a funcionários e jogadores.

Em uma reunião organizada no dia 5 de março, o Conselho Deliberativo chegou a aprovar o pedido de impeachment do presidente, mas, devido a uma confusão ocorrida minutos antes em que o próprio mandatário chegou a agredir o presidente do COF, José Gonçalves Ribeiro, a votação foi impugnada. Devido ao fato, agora o COF pede também afastamento de Ilídio Lico do cargo até a aprovação do impeachment.

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