Imóvel de Luxemburgo é penhorado

A Justiça não dá trégua a Wanderley Luxemburgo. Em meio à festa de comemoração pelo título do Campeonato Paulista, à pretensão de voltar a ser técnico da seleção brasileira e até ao desejo de, num futuro próximo, se tornar cartola, o treinador do Corinthians está sendo procurado. O motivo: a penhora do apartamento número 101, localizado na Rua Mangabeiras, 135, bloco A, em Higienópolis. O nome do edifício é sugestivo: ?Luxembourg Condomínio Parque?.A Agência Estado teve acesso ao ?mandado de penhora? assinado pela juíza Ana Luiza Liarte e referente ao processo número 000.01.024638-0 na 8.ª Vara Cível de são Paulo. De acordo com o documento, ?qualquer Oficial de Justiça deve proceder a penhora do imóvel?. Também determina a intimação de Luxemburgo e de sua mulher, Josefa Costa Santos Luxemburgo, como proprietários do apartamento, cujo valor venal é de R$ 700 mil, mas que no mercado chega a ser avaliado por R$ 2 milhões.A decisão foi tomada devido ao não pagamento de uma nota promissória no valor de R$ 500 mil, em nome de Sydney de Souza e assinada pelo treinador corintiano, que venceu em 1º de fevereiro, fato que motivou o processo. O dinheiro é referente à compra do Bar do Elias. ?Acreditamos que isso acelere o desfecho do caso, pois não creio que o Luxemburgo vai querer submeter sua esposa ao ato de assinar uma intimação?, afirmou o advogado de Souza, Munir Jorge. Para piorar a situação, Luxemburgo vai passar toda a tarde de amanhã (29) na sede da Justiça Federal. Às 13 horas ele vai acompanhar, na 8ª Vara, o depoimento de suas testemunhas de defesa no processo de sonegação fiscal. Às 16 horas, será interrogado, desta vez na 7ª Vara, a respeito das acusações sobre falsidade ideológica.Futuro ? Nem bem voltou a exercer a função de treinador, depois de um período de execração pública que culminou na eliminação da seleção brasileira dos Jogos Olímpicos de Sydney, Luxemburgo, agora com a faixa de campeão paulista no peito, já planeja novo destino para sua carreira. A idéia é deixar de ser técnico para se tornar cartola. ?Mas isso quando estiver com uns 55 ou 57 anos?, afirmou, durante sua participação em um programa na Rádio Jovem Pan.Em seu primeiro dia de folga depois da conquista, ele demonstrou que deseja aproveitar o momento. Depois do ápice da crise profissional e pessoal por qual passou no final do ano passado e início de 2001, quando fugia de jornalistas como o diabo da cruz, Luxemburgo ficou em São Paulo. Para ele, a troca de função seria motivada pelos limites que o cargo de técnico impõe. ?Para resolver certos problemas é preciso ser dirigente. Daqui uns anos, acredito que possa usar minha experiência nesse campo?, observou.Luxemburgo reiterou o que já havia dito ainda no Morumbi, após a final: ?Eu quero voltar à seleção brasileira.? Mas fez questão de dizer que vai torcer por Emerson Leão. ?Vou manter uma conduta ética, como sempre fiz em relação ao treinador que esteja no cargo?, garantiu.

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