Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Impasse financeiro das obras do Itaquerão deve ser resolvido logo

Presidente do BNDES diz que empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do estádio vai sair em pouco tempo

Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou ontem que o impasse sobre o empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do Itaquerão será "resolvido em breve". Coutinho adotou o mesmo discurso do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mas não quis dizer exatamente quando o dinheiro será liberado pelo banco repassador.

Essas declarações foram dadas depois que o Corinthians ameaçou paralisar a obra do estádio, alegando falta de caixa. O clube espera receber o dinheiro até o fim deste mês - as obras estão 70% concluídas. O Itaquerão vai receber a abertura da Copa do Mundo de 2014.

O problema para a liberação do empréstimo continua sendo o banco repassador. A primeira opção era o Banco do Brasil, mas o fundo imobiliário criado por Corinthians e Odebrecht não apresentou as garantias exigidas pelo banco.

Por isso, o Corinthians procurou a Caixa Econômica Federal e alguns bancos privados para receber os R$ 400 milhões - a aprovação do empréstimo pelo BNDES já havia sido dada em julho do ano passado. Desde então, existe a divergência sobre o banco repassador. A Caixa, patrocinadora do clube, deverá ser a escolhida.

Dirigentes do Corinthians apontam a pressão que o clube fez ao ameaçar paralisar a obra como um fator fundamental para que o governo federal interviesse nesse imbróglio - na semana passada, Aldo Rebelo visitou o Itaquerão ao lado do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad.

Por causa da demora, Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e um dos articuladores do estádio, diz que o clube e a Odebrecht esperam receber os R$ 400 milhões de uma vez só. O dinheiro será usado para a Odebrecht pagar os empréstimos que ela já tomou no mercado para construir o estádio, orçado em R$ 820 milhões.

Na semana passada, Fernando Haddad anunciou que a Prefeitura vai emitir nova leva dos CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento), de R$ 68 milhões - o primeiro lote, de R$ 156 milhões, já foi aprovado.

Corinthians e Odebrecht têm de buscar no mercado empresas que comprem esses títulos em troca de abatimento em impostos municipais. Esse dinheiro, no entanto, pode demorar a sair. Até agora, o clube e a empreiteira não conseguiram fechar negócio com nenhuma empresa.

No total, a Prefeitura vai liberar R$ 420 milhões em títulos para a construção do estádio corintiano. A expectativa é que o Itaquerão fique pronto em dezembro.

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