Arquivo/AE - 16/07/2007
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Impasse no governo adia votação da Lei Geral da Copa na Câmara

Ainda não há data para uma nova reunião, que deverá ocorrer só depois do carnaval

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

14 de fevereiro de 2012 | 15h37

BRASÍLIA - A votação da Lei Geral da Copa foi adiada mais uma vez na comissão especial que debate o tema. A reunião marcada para a tarde desta terça-feira foi cancelada pelo presidente da comissão, Renan Filho (PMDB-AL), após receber um pedido do relator, Vicente Cândido (PT-SP). O problema mais uma vez foi com a insatisfação do governo com trechos do relatório. Ainda não há data para uma nova reunião, que deverá ocorrer só depois do carnaval.

"O Vicente me ligou e disse que não concluiu ainda o relatório porque continua negociando com o governo. Agora eu só vou marcar reunião quando for acertada essa negociação", disse Renan Filho.

O relatório enviado na noite de segunda-feira por Cândido aos parlamentares da comissão tinha como principal novidade a perspectiva de redução de preço dos ingressos para os idosos. Pela proposta, quem tem mais de 60 anos teria direito a pagar meia-entrada em todas as categorias de ingresso, inclusive na chamada cota social.

Entre os pontos que o governo tem resistência estão a possibilidade de utilização de aeroportos militares durante o evento e a concessão de uma premiação para os ex-jogadores campeões das copas de 1958, 1962 e 1970. Há questionamentos também sobre medidas diplomáticas na facilitação de acesso ao País para estrangeiros em função do evento.

O adiamento deverá levar a novas alterações no texto. Uma delas deve ser a previsão de ingressos gratuitos para indígenas. Atualmente, eles estariam junto com idosos, estudantes e beneficiários da Bolsa Família na chamada "cota social". "O problema é que definição de raça no Brasil é por autodeclaração, então é melhor o governo destinar esses ingressos diretamente às tribos", defendeu o presidente da comissão, Renan Filho.

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