Wilton Junior/Estadão - 28/07/2014
Wilton Junior/Estadão - 28/07/2014

Impeachment pode abreviar mandato de presidente da Lusa

No dia 23 de fevereiro, Ilídio Lico, que faz péssima administração na avaliação de muitos conselheiros, poderá ser destronado

Estadão Conteúdo

28 de janeiro de 2015 | 19h13

O mandato de Ilídio Lico na presidência da Portuguesa pode durar menos do que o tempo previsto. Descontentes com o desempenho do mandatário no comando do clube, conselheiros marcaram para o dia de 23 de fevereiro uma reunião, na qual será realizada uma votação para apontar se ele será destronado ou não.

O motivo do impeachment se dá pela administração, avaliada por muitos como má ao longo de seu mandato e também pela falta de trânsito dentro da Federação Paulista de Futebol (FPF). Desde que assumiu, em janeiro de 2014, Ilídio Lico colecionou vexames com a Portuguesa. É bem verdade que herdou uma herança maldita, de dívidas e ações trabalhistas do ex-presidente, Manoel da Lupa. Ilídio pegou uma Lusa que caía à Série B do Brasileiro por decisão dos tribunais, mas participou efetivamente do pior momento do clube em toda a história.

A Portuguesa caiu pela primeira vez à Série C do Brasileiro e viu a crise financeira se instalar durante toda a Série B, tanto que jogadores e funcionários chegaram a entrar em greve. Sem contar os boatos que rondam o presidente.

Alguns conselheiros acusam o presidente de vender o terreno do Canindé sem consentimento dos demais, além de não arcar com o acordo trabalhista com a advogada Gislaine Nunes, o que pode determinar que o estádio seja leiloado para pagar a dívida.

Outro problema que veio à tona nos últimos dias se refere à contratação de Rudy Cardoso, que chegaria recebendo um salário de cerca de R$ 15 mil e teria uma multa de R$ 5,4 milhões, caso a Portuguesa atrase seus vencimentos. Caso a exclusão seja votada, Ilídio Lico poderá recorrer à defesa para tentar evitar o impeachment.

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