Cesar Greco/ Divulgação
Cesar Greco/ Divulgação

Impedida de se candidatar no Palmeiras, dona da Crefisa critica Paulo Nobre

Ex-presidente alega que campanha da investidora é irregular

O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2016 | 18h27

Campeão brasileiro e com novo presidente, o Palmeiras começará 2017 tendo que administrar alguns problemas internos. Isso por causa de um desentendimento entre o ex-presidente Paulo Nobre e a dona da Faculdade das Américas e da Crefisa - principal patrocinadora do clube -, Leila Pereira.

Em seu último ato como presidente do Palmeiras, Nobre impugnou a candidatura de Leila ao Conselho Deliberativo do clube, cuja eleição acontece em fevereiro de 2017. A irregularidade estaria no fato de que, para concorrer ao cargo, a investidora teria que ser sócia do clube há pelo menos oito anos. A investidora criticou a atitude de Nobre e alega que sua candidatura, lançada há seis meses, obedece às exigências do clube.

"Eu sou sócia do Palmeiras desde 1996, o Paulo Nobre está cansado de saber disso, nunca questionou nada. Acho muito estranho ele alegar isso no último dia do mandato. Por que não fez isso há dois anos, quando começamos a patrocinar o Palmeiras? Por que não fez há seis meses, quando me lancei candidata ao Conselho?", disse Leila em entrevista ao Lance!.

"Eu não recebi nenhuma comunicação do Palmeiras sobre qualquer irregularidade. Se isso for verdade, acho que ele pretende criar um atrito entre a patrocinadora e o atual presidente, com quem nos damos muito bem, para inviabilizar o mandato do Maurício Galiotte e sair como todo poderoso", respondeu. 

O relacionamento de Leila e Nobre não é dos melhores. As partes não se conversam há quase um ano. Já com Galiotte, a relação da investidora é ótima. Até o acontecimento do episódio, era dada como certa a renovação dos investimentos da FAM e da Crefisa (cerca de R$ 78 milhões) já que o contrato atual acaba no fim de janeiro de 2017. O patrocínio das empresas é fundamental para o clube, uma vez que este tenta se reforçar para 2017, principalmente para a disputa da Libertadores. Por exemplo, com a possível saúda de Lucas Barrios, o Palmeiras ainda tenta a contratação de Lucas Pratto, atacante do Atlético-MG.

"Eu preciso resolver essa pendência, saber a posição do Palmeiras, mas tenho toda boa vontade. Quero continuar como patrocinadora do Palmeiras e quero ser conselheira do clube. Nosso contrato só termina no fim de janeiro e tenho mais 30 dias para renovar depois disso, então pode ser até o fim de fevereiro. Eu tenho toda a intenção de continuar lá. Se o Palmeiras não me quiser, o que posso fazer? Mas tenho certeza que isso vai ser resolvido, minha intenção é continuar, não existe irregularidade", finalizou a investidora.

 

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