Implosão da arquibancada do Mané Garrincha fracassa

A arquibancada do Estádio Mané Garrincha resistiu a duas tentativas de implosão na tarde deste domingo, nas quais foram utilizados 250kg de dinamite. Segundo engenheiros responsáveis pela operação, duas das três linhas de explosivos instalados no local falharam durante a detonação, e ainda não há data prevista para uma nova tentativa.

EDUARDO RODRIGUES, Agência Estado

15 de maio de 2011 | 20h14

Último vestígio da arquitetura original do estádio inaugurado no início dos anos 70, que está em obras para a Copa do Mundo de 2014, a arquibancada inicialmente seria mantida no projeto do novo Estádio Nacional de Brasília. Porém, de acordo com o governo do Distrito Federal, uma alteração determinada pela Fifa na altura das placas comerciais ao redor do campo forçou uma mudança "na curva de visibilidade da estrutura".

O novo estádio, com capacidade para 70 mil pessoas, é o maior trunfo da capital federal para tentar sediar a abertura do Mundial. O local também deve ser confirmado como sede da Copa das Confederações em 2013 e como sub-sede do futebol na Olimpíada de 2016, que será realizada no Rio.

A falha na implosão, no entanto, pode atrasar o cronograma das obras, que prevê o fim dos trabalhos em dezembro de 2012. De acordo com o governo distrital, 15% do projeto já estaria concluído. "Estarmos dentro dos prazos nos coloca como uma alternativa viável ao País para o jogo de abertura da Copa, enquanto outros Estados de grande envergadura, como São Paulo, passam por dificuldades", afirmou o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli. "O que significa que Brasília passa a ter mais responsabilidade", completou, antes da detonação sem sucesso dos explosivos.

Filippelli também afirmou que as obras de mobilidade urbana serão retomadas ainda neste ano. A principal delas, o Veículo Leve sob Trilhos (VLT), que ligará o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ao centro da cidade, está parada e terá o contrato cancelado nas próximas semanas. "Vamos fazer um novo edital nos próximos meses. Mesmo que não fique pronto para a Copa, o VLT precisa ficar pronto para a população de Brasília", concluiu o vice-governador, que não deu entrevista após as duas tentativas fracassadas de derrubar a arquibancada do Mané Garrincha.

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