Imprensa espanhola destaca atuação de Neymar e arbitragem

Na vitória do Barcelona por 3 a 2 sobre o Atlético, jornais locais veem um brasileiro provocador, que 'desestabilizou' o adversário

O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 21h49

A imprensa espanhola chamou a atenção para a desastrosa atuação do árbitro Gil Manzano, para a grande performance de Neymar e para  a intensidade do jogo Atlético de Madrid 2 x 3 Barcelona, nesta quarta-feira, jogo de volta das quartas de final da Copa do Rei. "Um jogo copeiro a cem por cento", segundo o Diário As.

"O jogo era Woodstock. Diversão e espetáculo, estrelas inspiradas, gente correndo de um lado para o outro e abraçando-se de perto, toques e suor, caos apaixonante e um público conquistado. Era uma festa para a história. Mas então Gil Manzano se esqueceu de que era apenas um bilheteiro e se julgou Hendrix", escreveu o repórter do As Iñako Diaz-Guerra, que não economiza elogios a Neymar: "o brasileiro, que é um escândalo, bateu contra (o goleiro Oblak), que caiu como Zubizarreta: um saco".

O contra-ataque que resultou no terceiro gol do Barça, segundo Diaz-Guerra, foi concluído por Neymar, "com sua classe infinita".

O As flagrou num vídeo um lance interessante: Juanfran fez um gesto com as mãos para lembrar Neymar do vexaminoso 7 a 1 que a Alemanha impôs sobre o Brasil na Copa.

O El País, maior jornal da Espanha, coloca no título: "Noite de loucos no Calderón". José Sámano assim descreve o clima da partida: "Havia incêndios em todos os lados , pernas de mármore , brigas e disputas, recriminações e acusações".

O lance do primeiro gol do Barcelona é assim descrito: "Até que Messi recebeu pela primeira vez com tempo para respirar, arrebentou os grilhões que o prendiam a Mario Suarez, tocou para Luiz Suárez e o uruguaio adivinhou o atalho para o gol de Neymar pela linha central. O brasileiro, que está afiado, não é daqueles que tremem com o gol à vista".

O Marca chamou a atenção para o comportamento de Neymar, que teria tirado do sério os adversários. "Neymar desestabiliza o Atlético", escreve o diário esportivo. "O brasileiro, alvo das iras alvirubras, faz dois gols que anulam primeiro o efeito do gol de Torres aos 40 segundos de jogo e depois o do pênalti de Raúl García".

O Marca também criticou a marcação "colchonera": "O Barcelona desfrutava de espaços e também chegava. A situação ideal para Messi, que fez um partidaço, assim como Neymar".

Em outra matéria, o Marca transcreve uma frase de Gabi, que foi expulso e se irritou muito com Neymar. "Tem uma forma de jogar um pouco peculiar, sobretudo quando está ganhando. Sempre faz gestos na quadra, sobretudo quando ganha".

O diário esportivo catalão "El Mundo Deportivo" também viu Neymar desestabilizando o Atlético de Madrid e sua torcida, e chamou o ex-jogador do Santos de "herói da noite".  

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