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Imprensa promete boicotar futebol

Os aficionados do esporte bretão podem levar um susto ao acordar pela manhã e não ver as notícias da vitória ou derrota de seu time do coração nas bancas de jornal na Inglaterra. A imprensa escrita inglesa promete se rebelar e boicotar a cobertura dos acontecimentos futebolísticos em protesto contra as restrições e taxas impostas pela empresa Data Co, responsável pela administração das ligas do futebol inglês e pelas retransmissões de imagens digitais por telefones celulares, de acordo com reportagem do jornal londrino The Guardian de quarta-feira.A raiz do problema está no atraso em duas horas das imagens digitais e das transmissões via SMS dos lances de uma partida, do momento em que o fotógrafo inicia a transmissão até a chegada à redação dos jornais. A ?operação tartaruga? se deve ao fato das empresas jornalísticas não concordarem com o pagamento de 7% aos clubes, relativo ao direito das imagens utilizadas pelos diários.O argumento da imprensa britânica é que essa demora no envio de imagens prejudica a cobertura dos fatos e impedem os profissionais de informarem com exatidão os acontecimentos de uma partida.A Data Co alega que os jornais utilizam o serviço de envio de suas imagens aos leitores via SMS sem licença prévia, uma vez que há um custo a cada transmissão em razão do conceito de direitos autorais. ?Os operadores da telefonia móvel têm que trabalhar conforme regras e licenças. Se um jornal quer usar esse tipo de serviço, então a história é outra e as condições também. Não se pode ter jornalistas alimentando o mercado de imagens à sua própria vontade?.Prazo - Steve Oram, diretor da Associação de Editores de Jornais, faz a defesa em nome da liberdade de expressão e reitera que o objetivo é ?levar o jogo de futebol ao público utilizando a quantidade de imagens que for necessária para contar uma história?.Há duas semanas os jornais vêm omitindo das crônicas os anúncios do Barclays Bank e da Coca-Cola, patrocinadores dos torneios. Mas em vão. A Data Co endurece e promete proibir a entrada de fotógrafos e repórteres nos estádios onde são realizados os jogos.O impasse deve se arrastar até a meia-noite do próximo domingo, quando termina o prazo para um acordo entre as partes. Na segunda-feira as bancas podem não ter futebol para inglês ver.

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