Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Incomodado, Gilson Kleina ensaia o adeus no Palmeiras

Treinador tem contrato até dezembro e ainda não foi procurado para falar sobre a renovação de contrato

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2013 | 07h48

SÃO PAULO - Gilson Kleina tem hoje uma das partidas mais importantes de sua carreira como treinador. Depois de ser rebaixado com o Palmeiras, ele pode recolocar a equipe na elite nacional e concluir o objetivo traçado pela diretoria no início do ano. Tudo isso não lhe garante emprego no clube em 2014 – ele até tenta disfarçar, mas é nítido o quanto está frustrado por ainda não ter sido chamado para renovar contrato.

A diretoria já está atrás de reforços e Kleina só fica olhando e acompanhando tudo pela imprensa. “Ainda não tivemos nenhuma reunião para falar de 2014. Qualquer decisão eu vou respeitar, mas é claro que gostaria de dar continuidade ao trabalho”, disse.

Como não é daqueles treinadores especialistas em disfarçar seus sentimentos, sempre que questionado a respeito das chances de ficar, tenta desconversar, mas acaba entregando a frustração. Ontem, até com uma certa dose de humor, foi um desses dias. “Não falam que o Roberto Carlos é palmeirense e vascaíno? Então eu posso dizer que ‘se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi’, não é?”

Depois de garantir o acesso, o clube vai voltar as atenções para o título e apenas depois disso a diretoria deve chamá-lo para conversar e anunciar a decisão. Enquanto não chega a hora, resta ao treinador a esperança de Paulo Nobre surpreender e resolver renovar o contrato. “Eu vou sair pela porta da frente”, disse Kleina, para depois se corrigir: “Isto é, se eu sair”.

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