Incompleto, São Paulo busca recuperação na Sul-Americana

Equipe do Morumbi entra em campo nesta quarta-feira, às 21h50, para tentar reverter desvantagem de 1 a 0

Guilherme Carvalho, do Estadão,

23 de outubro de 2007 | 21h34

Sem jogadores suficientes para completar o banco de reservas, o São Paulo enfrenta nesta quarta-feira o Millonarios, às 21h50, em Bogotá, em busca de uma façanha inédita. Depois de perder a primeira partida em casa por 1 a 0, o São Paulo só se classifica para as semifinais da Copa Sul-Americana se vencer na Colômbia. Se vencer por 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro triunfo são-paulino classifica o time brasileiro. O jogo terá cobertura do estadao.com.br. Tal reviravolta jamais foi conseguida pelo clube do Morumbi em mata-matas contra adversários estrangeiros. Na única vez em que o São Paulo precisou vencer um time fora do Brasil para continuar vivo numa competição sul-americana foi em outubro de 1992, pela Supercopa contra o Olímpia, do Paraguai. Na ocasião, a equipe dirigida por Telê Santana perdeu a primeira partida no Morumbi, por 2 a 1. No jogo de volta, em Assunção, nova derrota (2 a 0) e a eliminação. No ano passado, pela Libertadores, o São Paulo também perdeu no Morumbi para um time estrangeiro, o Chivas, do México. Mas foi durante a primeira fase. No mata-mata, o time de Muricy Ramalho se vingou, vencendo as duas partidas contra os mexicanos. "É uma experiência nova. Não é muito comum termos de ir para o segundo jogo fora de casa depois de perder no Morumbi. Normalmente conseguimos fazer o resultado em casa. Mas temos de procurar passar por cima disso e conseguir a classificação", comentou o goleiro Rogério Ceni. Para o capitão, o São Paulo terá que sair mais para o jogo em Bogotá, mas sem perder as características da equipe. "Não somos uma equipe que costuma partir para cima do adversário de qualquer jeito. Somos um time de marcação que valoriza a posse de bola. Temos um posicionamento tático e não podemos mudar isso em função de uma única partida", analisou o goleiro. "Mas é lógico que temos que tomar a iniciativa, pois começaremos o jogo perdendo por 1 a 0. Mas isso não significa fazer loucuras", completou sobre a estratégia a ser adotada no Estádio Nemesio Camacho, conhecido como El Campin.MillonariosBlando; Salinas, Mosquera, Alex Díaz e Martínez; Ervin González, Rafael Robayo, Juan Carlos Quintero e Jonathan Estrada; Ciciliano e VillagraTécnico: Mario VanemerakSão PauloRogério Ceni, Alex Silva, Breno e André Dias; Souza, Hernanes, Richarlyson, Hugo e Jadilson; Dagoberto (Diego Tardelli) e AloísioTécnico: Muricy RamalhoÁrbitro: Martín Vásquez (Uruguai)Estádio: Nemesio Camacho, em BogotáHorário: 21h50 (de Brasília)Rádio: Eldorado AM 700 KHZTV: GloboSobre a Copa Sul-Americana estar relegada a segundo plano no São Paulo, Rogério Ceni, discordou. "Quero muito ser campeão brasileiro. Mas também quero dar um título internacional para o São Paulo este ano. Gostaria muito de conquistar os dois títulos", disse o goleiro, que disse já estar 100% recuperado da contusão na panturrilha, que o afastou do jogo de ida. "Ainda estou fazendo tratamento com gelo, mas já estou recuperado. Não sinto nada que possa atrapalhar meu rendimento dentro de campo", explicou. Mas se Rogério Ceni está 100%, o mesmo não pode ser dito de Miranda, Júnior, Jorge Wagner e Leandro. Desgastados pela seqüência de jogos, os quatro foram poupados pela Comissão Técnica e, assim como o goleiro Fabiano, nem viajaram ontem para a Colômbia. Assim, o Tricolor conseguiu reunir apenas 16 jogadores para a viagem, já que Borges, está machucado, e Maurinho, Rafinha e Edacarlos, os outros inscritos, não estão mais no grupo. Com isso, o banco tricolor terá apenas cinco jogadores. O goleiro Bosco e mais quatro jogadores de linha (provavelmente Jackson, Fernando, Francisco Alex e Diego Tardelli).  "Se a comissão técnica decidiu isso, está bem decidido. Não podemos discutir o trabalho do Muricy Ramalho, pois ele tem acertado muito mais do que errado. Ele sabe o que faz e o porquê de levar apenas esses jogadores", analisou o supervisor de futebol, Marco Aurélio Cunha. O dirigente também falou sobre o ala Souza, que apesar de ainda não estar 100% recuperado de contusão no tornozelo, viajou e deve jogar. "Quando Souza voltar a jogar bem, o tornozelo sara, podem ter certeza", ironizou. O jogador, aliás, fez questão de acabar com a polêmica sobre sua substituição, domingo contra o Cruzeiro. Souza deixou o campo no segundo tempo e não cumprimentou o substituto, Diego Tardelli. "Só não o cumprimentei porque estava mais perto da linha de fundo. É lógico que nenhum jogador gosta de ser substituído, mas saí tranqüilo. Tem gente que dorme com cigana e acorda vendo coisa demais", brincou o jogador.

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