Indefinição de Mineiro aumenta as esperanças do São Paulo

A confiança no retorno de Mineiro só aumenta com o passar dos dias. O silêncio do volante desde que anunciou que não ficaria no São Paulo anima a diretoria, a comissão técnica e os jogadores do clube do Morumbi. O assunto só é tratado com cautela porque nada impede que uma proposta tentadora chegue até dia 31 de janeiro, quando fecha o mercado europeu, e o jogador vá realmente embora.?Está aumentando o coro para o Mineiro ficar. Precisamos ter paciência porque acho que deve dar certo. Temos experiência neste tipo de situação. Se tivesse algo grande, ele já teria fechado?, disse o técnico Muricy Ramalho.Mineiro recusou a proposta de renovação de contrato por mais quatro anos com o São Paulo dizendo que preferia jogar no futebol europeu. Mas, como não anunciou o time que jogará, a especulação é que ele ainda aguarda uma boa proposta do exterior.Mesmo se o volante for reintegrado ao time, Muricy Ramalho revelou que espera da diretoria são-paulina mais quatro ou cinco reforços para suportar a desgastante temporada, com Paulistão, Libertadores, Brasileiro e Sul-Americana a disputar. O comandante, no entanto, tratou de colocar fim aos boatos de que Iriney, do espanhol Celta, estaria nos seus planos. ?Até agora, não vi ninguém comentar sobre o jogador que passei para a diretoria. Isso é um bom sinal?, brincou.Sobre o segundo jogo no Paulistão, contra o Ituano, domingo, no Estádio do Morumbi, Muricy adiantou que manterá a formação da estréia. Reasco continua como titular da lateral-direita no lugar de Ilsinho, lesionado.Respeito aos adversáriosAutor de um dos gols do São Paulo na vitória sobre o Sertãozinho por 3 a 1, na estréia no Estadual, o meia Hugo tratou de esclarecer nesta sexta-feira que o passe de letra para o segundo tento de Aloísio não serviu para esnobar o adversário. ?É minha qualidade, já tentei essa jogada outras vezes, que também restaram em gol?, explicou. ?Tenho dificuldade de cruzar com o pé direito e o lance que tinha de fazer naquele momento, era aquele mesmo, com o esquerdo.?Mas esse tipo de jogada já trouxe problemas ao jogador. No Campeonato Brasileiro de 2003, quando atuou pelo Juventude, ele executou lance semelhante no jogo contra o Corinthians, em Caxias do Sul. ?Estávamos vencendo por 3 a 0 ainda no primeiro tempo e dei um passe de letra. Na hora, os jogadores do Corinthians ficaram bravos, partiram para cima, me ameaçando, dizendo que iam me quebrar na próxima vez?, comentou Hugo. ?Mas não fiz isso para tirar sarro de ninguém. Tanto que no segundo tempo repeti o lance e saiu mais um gol.? O placar final foi: Juventude 6 a 1.

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