EFE/Fernando Bizerra
EFE/Fernando Bizerra

Daniel Alves decide não assinar com nenhum clube até o fim do ano e pode ficar fora da Copa

Livre no mercado após rescindir com o São Paulo, lateral direito de 38 anos tinha até esta sexta-feira para definir seu futuro na temporada. Jogador fica fora da lista de convocados de Tite para jogos das Eliminatórias em outubro

Marcio Dolzan/RIO, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2021 | 13h21

Sem clube desde que rescindiu contrato com o São Paulo, o lateral-direito Daniel Alves anunciou nesta sexta-feira que não vai assinar com nenhuma equipe até o fim do ano. O comunicado foi divulgado na conta pessoal do atleta de 38 anos no Instagram poucas horas após jogador ficar fora da lista de convocados da seleção para os jogos diante de Venezuela, Colômbia e Uruguai. Ao não ser incluído na relação, ele recebeu um recado claro da comissão técnica: para seguir com chances de disputar a próxima Copa do Mundo, será preciso que ele defina logo — e bem — o seu futuro.

"Na última convocação, eu e o Fabio (Mahseredjian, preparador físico da seleção) conversamos com ele (Dani Alves) particularmente, e colocamos todos os aspectos que remetem à seleção brasileira. E eu tive um contato com o Dani por mensagem - não vou dizer o que é, porque não me sinto no direito -, mas é sim uma torcida para que ele encontre seu melhor caminho", disse Tite nesta sexta-feira.

Daniel Alves tinha até esta sexta para fechar com algum clube do País caso quisesse seguir jogando por aqui este ano. Como não se acertou com nenhuma equipe brasileira, o jogador só poderá seguir em atividade na temporada no exterior, e em mercados restritos. Assim, corre o risco de só retomar o futebol em janeiro. 

"Não é sobre dinheiro. É sobre valores. É sobre hombridade. É sobre caráter. É sobre legado. As decisões difíceis precisam ser tomadas, mas como sempre nada na minha vida foi fácil. É apenas mais uma decisão", escreveu o lateral no comunicado. 

Sem a definição, Tite decidiu deixar de fora um dos jogadores que mais vezes ele chamou desde que assumiu a seleção, há cinco anos. E foi claro: a briga pela lateral direita vai ser igual para todo mundo.

"Eu falo pela comissão técnica: nós ficamos torcendo para que essa situação seja conduzida o melhor possível. Que ele tenha luz, que ele encontre seu caminho. (Mas) ele vai competir juntamente com o Danilo, juntamente com o Emerson, juntamente com o Gabriel Menino, juntamente com o Fagner, juntamente com o Vanderson, do Grêmio... Uma série de atletas importantes que estão brigando pelo seu espaço", afirmou o técnico.

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