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Independiente Del Valle faz 3 no Boca na Bombonera e vai à final da Libertadores

Equipe do Equador fará final contra o Atlético Nacional

Estadão Conteúdo

14 de julho de 2016 | 23h45

O Independiente Del Valle voltou a surpreender nesta Copa Libertadores. Após eliminar favoritos e exibir forte evolução ao longo da competição, o time equatoriano obteve vitória histórica na noite desta quinta-feira ao derrotar o Boca Juniors por 3 a 2, de virada, no famoso estádio La Bombonera, em Buenos Aires. O resultado garantiu o Independiente na grande final, contra o Atlético Nacional.

O jogo desta quinta não surpreendeu somente pelo resultado inesperado. Não é comum o Boca levar três gols em casa, principalmente num duelo de mata-mata da Libertadores. Mas o Independiente obteve o feito. Ainda mais complicado depois de sair atrás no placar, ao ser vazado aos 3 minutos de jogo.

Sem se abalar, virou no início do segundo tempo, com dois gols em apenas um minuto. E teve chances até de emplacar uma goleada, em razão da queda de rendimento do perdido Boca, na segunda etapa. Numa de suas piores partidas em casa na história da Libertadores, o time argentino até perdeu pênalti, com Lodeiro.

Por ter vencido em Quito, por 2 a 1, o Independiente só precisava de um empate para conquistar a classificação. Com a nova vitória, fechou o confronto com placar agregado de 5 a 3. Seu adversário na decisão será o Atlético Nacional, de Medellín, que eliminou o São Paulo na quarta-feira, com placar agregado de 4 a 1.

Nesta quinta-feira, o Independiente tentava dar sequência a sua incrível campanha nesta Libertadores. O time equatoriano começou sua trajetória ainda na fase preliminar, anterior aos grupos. Em sua chave, deixou para trás rivais como o Colo Colo. Depois, no mata-mata, despachou River Plate, da Argentina, e o Pumas, do México.

Na semifinal, o time equatoriano deu grande passo rumo à decisão ao vencer o Boca, em casa, por 2 a 1. Mas sabia que a história seria mais complicada na mítica Bombonera. Ainda mais depois que a equipe argentina conseguiu abrir o placar logo aos 3 minutos, incendiando o jogo.

Aproveitando erro na saída de bola do Independiente, Fabra cruzou da esquerda e encontrou na área Pavón, que veio de trás e se esticou para escorar rasteiro para as redes. Era tudo o que a torcida queria para incentivar ainda mais o seu time. E a pressão teve sequência com dois bons lances, que quase aumentaram a vantagem argentina no placar.

Até que o Independiente voltou a surpreender nesta Libertadores. Aos 24 minutos, Luis Caicedo aproveitou sobra no meio da área, após cobrança de escanteio, e encheu o pé para estufar as redes. Com o empate, o Boca precisava marcar dois gols para assegurar a classificação. Ou ao menos um gol para levar o duelo para os pênaltis.

Diante desta situação difícil, o Boca foi para o ataque e voltou a impor pressão. As chances se seguiram e, na melhor delas, Lodeiro (ex-Corinthians e Botafogo) carimbou o travessão, aos 42 minutos.

Se o Boca não conseguia chegar ao segundo gol, o Independiente esbanjava eficiência no ataque. O time equatoriano precisou de apenas um minuto, e uma vacilada da defesa argentina, para anotar dois gols e virar o marcador no início do segundo tempo.

No primeiro lance, aos 4 minutos, o goleiro Azcona iniciou a jogada ao fazer lançamento da sua área. Dois jogadores desviaram de cabeça no meio do caminho até a bola chegar em Bryan Cabezas, que disparou até a área e bateu na saída do goleiro Orión. O gol silenciou a Bombonera.

Mas era apenas o começo do sofrimento da torcida do Boca. No minuto seguinte, Órion cometeu erro bobo na saída de bola. Julio Angulo fez a roubada e bateu para as redes: 3 a 1. No placar agregado, o Independiente liderava por 5 a 2. Assim, o Boca precisaria marcar improváveis quatro gols para alcançar a final.

E a situação, que já estava difícil, ficou ainda mais complicada aos 25 minutos, quando o Boca teve a chance de ao menos descontar o placar e amenizar o vexame. Mas Lodeiro, que descolou penalidade em chute desviado pela mão do zagueiro Arturo Mina, bateu mal, rasteiro, e o goleiro Azcona defendeu com facilidade.

Depois disso, o Boca até criou chances para diminuir o placar, mas também correu risco de levar uma goleada. Perdido em campo, o time argentino chegou ao segundo gol somente aos 45 minutos do segundo tempo, em finalização de Pavón, de fora da área.

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