Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Indignado, Nobre vê postura 'inadmissível' do Palmeiras

Presidente não gosta da postura exibida pelos palmeirenses dentro de campo

AE, Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 10h13

CURITIBA - O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, não poupou críticas ao time depois da derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR, sofrida na noite da última quarta-feira, em Curitiba, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O dirigente reconheceu que a eliminação da competição é um fato normal, mas exibiu indignação com a postura exibida pelos palmeirenses dentro de campo.

"O Palmeiras é um time copeiro, tem isso em seu DNA. Não faz o menor sentido vir para um jogo eliminatório e não demonstrar aquela doação que é marca registrada deste time. Não se pode perder de 3 a 0 sem mostrar a reação que é natural nesta equipe. Esse grupo já demonstrou que é brioso, mas não dá para entender o que aconteceu hoje (quarta). É inadmissível", reclamou Nobre, que ainda disse que "há alguns jogos o Palmeiras não mostra a doação em campo característica do primeiro semestre".

Por causa do desempenho ruim exibido diante do Atlético-PR, depois de o time já ter sido derrotado por 1 a 0 pelo Boa, no último sábado, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o presidente palmeirense prometeu dar uma "chacoalhada" em jogadores e no técnico Gilson Kleina na volta a São Paulo. "Vou cobrar jogadores e comissão técnica. Não se pode perder de três gols um jogo desse. O time estava apático", apontou.

Irritado, Nobre disse que a derrota por 3 a 0 foi "uma vergonha" e também colocou em xeque a situação cômoda vivida pelo Palmeiras em sua luta para retornar à elite do futebol nacional - o time lidera a Série B com 40 pontos, com dez de vantagem sobre o Paraná, primeiro time hoje fora da zona de classificação para Série A.

"Ao contrário do que os senhores (jornalistas) falam, o Palmeiras ainda não subiu para a Série A. O time precisa se doar em todos os jogos", alertou o dirigente, que disse que irá tomar decisões de "cabeça fria", assim como enfatizou que prefere "não lavar roupa suja em público" ao comentar a situação de Gilson Kleina no cargo.

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