Índio diz que foi injustiçado no Palmeiras

Problemas psiquiátricos e o fato de esconder dos médicos remédios usados para controlar a depressão seriam as razões usadas pela diretoria do Palmeiras para rescindir o contrato do zagueiro Índio. A informação, mantida em sigilo pelo departamento médico do clube, foi passada à Agência Estado por uma fonte ligada ao presidente Mustafá Contursi.O problema com Índio teria surgido durante o intervalo da primeira partida da semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians, que terminou empatada por 2 a 2. No vestiário, diante da perplexidade dos demais jogadores, Índio teria começado a se debater."Todos ficaram assustados. Ele dizia que se errasse algum lance não iria mais conseguir ver a bola", contou um jogador, pedindo anonimato.A informação chegou ao presidente Mustafá Contursi, que exigiu que os médicos apurassem o caso. A situação do zagueiro piorou terça-feira passada, após o treino coletivo que definiu a equipe para a partida contra o Vitória.Depois de treinar com desenvoltura, Índio pediu para não ser escalado garantindo estar com dores no púbis. Ao deixar a Academia de Futebol, o zagueiro desceu do carro e partiu para a briga com torcedores que o xingavam."Infelizmente, o departamento médico do Palmeiras é composto por pessoas muito falsas, sem caráter. Eu não estou acostumado a trabalhar assim. Me vetaram e depois, diante da pressão da torcida, não tiveram peito de assumir a responsabilidade. Eu assumo o que faço, não jogo nada nas costas de ninguém. Jamais fiquei com medo de entrar em campo, como chegaram a dizer por aí. Fui o bode expiatório de tudo o que aconteceu de ruim. Mas agora nem quero pensar nisso. Estou indo para o Juventude, um clube de primeira divisão", disse o zagueiro, que negou o uso de medicamentos para controlar a depressão.Alegando ?ética médica?, o médico do Palmeiras, Vinícius Martins, não quis se pronunciar sobre os problemas psiquiátricos do atleta. Mas disse que Índio escondeu uma contusão crônica no púbis tão logo chegou ao Parque Antártica."Ele não entendeu que estamos aqui para tratá-lo e não para persegui-lo. Carreguei o Índio no colo e ele não foi leal ao fazer declarações como essas. Tenho que dizer a verdade: ele ficou com medo de encarar a torcida. Estava se sentindo pressionado pelos torcedores e se vetou. A coisa iria estourar do nosso lado e por isso resolvi falar. Mas tomara que ele seja feliz em outro clube".

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