Remo Casilli/Reuters
Remo Casilli/Reuters

Infantino defende que árbitros encerrem jogos em casos de racismo persistente

Presidente da Fifa afirma que entidade 'fará tudo que estiver em seu poder para erradicar preconceitos do futebol'

Redação, Estadão Conteúdo

13 de abril de 2019 | 15h14

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, convocou neste sábado o combate aos casos de racismo durante os jogos, na sequência de vários incidentes, e defendeu que os árbitros encerrem partidas nos piores casos. "Não hesitaremos em fazer tudo que está em nosso poder para erradicar o racismo e qualquer outra forma de discriminação no futebol, em qualquer nível e em qualquer lugar do mundo", afirmou Infantino.

"Nós introduzimos o chamado 'procedimento de três etapas' nos nossos torneios, um mecanismo que permite aos árbitros encerrar uma partida em caso de incidentes discriminatórios", acrescentou o presidente da Fifa em um comunicado divulgado neste sábado.

Infantino disse que todas as associações membros, ligas, clubes e órgãos disciplinares devem "aplicar duras sanções contra esse tipo de conduta" e que o "racismo não tem lugar no futebol, assim como não tem lugar na sociedade".

A declaração de Infantino vem um dia depois do jogo do Amiens pelo Campeonato Francês na casa do Dijon ser temporariamente interrompido após o capitão do time visitante, Prince Gouano, ser alvo de insultos racistas. "Ouvi sons de macaco", disse Gouano, que pediu ao árbitro para interromper o jogo.

A Fifa destacou que apoia totalmente Gouano, bem como jogadores como Kalidou Koulibaly, Raheem Sterling e Danny Rose, que também foram alvos de insultos racistas em partidas recentes no futebol europeu.

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