Maxim Shemetov/Reuters
Maxim Shemetov/Reuters

Infantino elogia estrutura russa e aposta em Copa com controle rígido no doping

Presidente da Fifa disse ainda que confia no funcionamento do árbitro de vídeo

Estadão Conteúdo

04 Junho 2018 | 16h58

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Zurique, na Suíça, e falou basicamente sobre três assuntos relacionados à Copa do Mundo da Rússia: infraestrutura para receber os torcedores, a preocupação com o doping e a expectativa em relação à estreia do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR, na sigla em inglês) na competição.

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"Acredito que o árbitro de vídeo funcionará. As estatísticas são muito claras em relação a esse assunto. Sem o VAR há um erro a cada três partidas. E uma a cada 19 com a presença do VAR", afirmou.

Em relação aos preparativos para receber o principal evento do futebol, o mandatário da Fifa acredita que a Rússia surpreenderá a todos. "Nunca antes havia visto um país fazer tanto: haverá transporte público grátis, há muito entusiasmo, a estrutura é muito boa. Nunca tinha me sentido tão relaxado com a organização. Se compararmos com outros eventos do passado, realmente estou confiante", afirmou.

Nos últimos anos, a Rússia tem sido destaque nos noticiários esportivos por conta do escândalo de doping. Devido às acusações, a equipe de atletismo não pôde participar dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Também, para disputar os Jogos de Inverno de Pyeongchang, os atletas competiram com uma bandeira neutra. Em relação ao futebol, Infantino acredita que não haverá problemas.

"Todos os passos da Fifa são dados em comum acordo com a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês). Todos os jogadores foram submetidos a análises de sangue e de urina. Não houve intervenção de nenhum russo e de ninguém fora da Rússia. Estamos fazendo tudo com uma atenção a mais por conta desse passado."

GUERRERO LIVRE 

Ao falar sobre doping, o presidente da Fifa se mostrou surpreso com a repercussão que a suspensão de Guerrero teve no mundo do futebol. Infantino destacou que além da seleção peruana, os capitães de diversas equipes protestaram a favor do centroavante do Flamengo.

Depois de ser suspenso na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) com uma pena de 14 meses, que o deixaria fora da Copa do Mundo, Guerrero conseguiu no Tribunal Federal da Suíça o efeito suspensivo. "O sistema existe para proteger o direito de todos. Soubemos da decisão do Tribunal e respeitamos", disse.

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